Gabriel Bortoleto está empolgado para o GP da Espanha de F1, que será disputado neste fim de semana, entre 11 e 13 de setembro, no inédito Madring, em Madri. O piloto da Audi acredita que a falta de experiência dos pilotos no novo circuito pode equilibrar a disputa e permitir que a equipe alemã busque um resultado mais forte após a etapa de Monza.
A corrida espanhola marcará a primeira visita da Fórmula 1 ao Madring, circuito de 5,416 km e 22 curvas que combina trechos de rua com setores construídos especificamente para o automobilismo. A prova terá 57 voltas e será realizada pela primeira vez na história da categoria no novo traçado.
Bortoleto já vem se preparando para a novidade. O brasileiro revelou que utilizou o simulador para estudar o circuito antes de encarar a pista real, mas reconhece que o comportamento do carro e a evolução do asfalto só poderão ser avaliados plenamente durante o fim de semana.
“Estou ansioso pela corrida em Madri. Tenho me preparado para ela no simulador e agora estou curioso para vivenciá-la de verdade”, afirmou o piloto.
Novo circuito pode mudar a hierarquia
Para Bortoleto, a principal característica do Madring será justamente a ausência de referências anteriores. Como nenhum piloto disputou uma corrida de F1 no circuito, equipes e competidores precisarão construir suas próprias referências de acerto, frenagem, trajetória e comportamento dos pneus ao longo das sessões.
“Um circuito novo é sempre um desafio empolgante, porque todos começam de uma posição semelhante e vamos aprendendo coisas novas ao longo do fim de semana”, destacou o brasileiro.
Esse cenário pode ser especialmente interessante para a Audi, que passou boa parte da temporada buscando extrair mais desempenho de seu primeiro carro de F1. Em um circuito sem histórico competitivo, a capacidade de adaptação dos engenheiros e pilotos ganha peso ainda maior.
Audi chega motivada após Monza
A expectativa de Bortoleto também é sustentada pelo desempenho apresentado no GP da Itália. Em Monza, o brasileiro terminou na 11ª posição, apenas sete segundos atrás da zona de pontuação, e ficou uma colocação à frente do companheiro Nico Hülkenberg.
O resultado veio depois de um fim de semana em que a Audi apresentou desempenho superior ao esperado. Para o brasileiro, a evolução pode servir como ponto de partida para uma etapa ainda mais competitiva em Madri.
“Tivemos um desempenho melhor do que esperávamos em Monza, o que foi bastante animador. Espero que Madri nos dê a oportunidade de lutar por algo mais”, avaliou Bortoleto.
Madring inaugura nova era do GP da Espanha
A chegada de Madri representa uma mudança histórica para a Fórmula 1 na Espanha. A partir de 2026, o GP da Espanha passou a ter o Madring como novo palco, enquanto o tradicional Circuit de Barcelona-Catalunya permanece no calendário sob o nome de GP de Barcelona-Catalunya, com novas datas previstas até 2032.
Madri, porém, não é uma cidade completamente estranha à Fórmula 1. O antigo Jarama, localizado nos arredores da capital, recebeu nove etapas do Mundial entre 1968 e 1981. Foi justamente ali que Niki Lauda conquistou sua primeira vitória na F1, em 1974, enquanto Gilles Villeneuve venceu a última corrida realizada no circuito, em 1981.
Quase meio século depois, a categoria retorna à capital espanhola em um projeto completamente diferente. O Madring terá aproximadamente 5,4 km, 22 curvas e uma combinação de setores urbanos e permanentes, incluindo a inclinada curva La Monumental.
Um desafio técnico para a nova geração
O traçado foi concebido para combinar retas longas, fortes zonas de frenagem, curvas de alta velocidade e sequências técnicas. A própria organização destaca a primeira curva como uma das principais oportunidades de ultrapassagem.
Outro ponto de destaque será La Monumental, setor com forte inclinação que deve se transformar em uma das imagens mais características do novo GP. A variedade do circuito promete colocar à prova tanto o equilíbrio aerodinâmico quanto a capacidade dos pilotos de encontrar rapidamente os limites do carro.
Bortoleto busca fechar etapa europeia em alta
Além da novidade do circuito, o GP da Espanha terá um significado especial no calendário de 2026. A etapa será a última corrida europeia da temporada, segundo Bortoleto, que espera aproveitar a oportunidade para transformar a evolução demonstrada pela Audi em um resultado concreto.
“É a última corrida na Europa este ano, então seria ótimo encerrar essa sequência com um resultado forte”, completou o brasileiro.
O desafio, portanto, será duplo para Bortoleto e Audi: compreender rapidamente um circuito completamente novo e, ao mesmo tempo, confirmar que o desempenho apresentado nas últimas etapas representa uma tendência de evolução.
Em um fim de semana sem dados históricos de corrida, cada sessão terá valor estratégico. Para o brasileiro, essa pode ser justamente a oportunidade de aproveitar a novidade do Madring para voltar à disputa por pontos na F1.
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