Lewis Hamilton fez entrada triunfal no paddock do GP da Itália em Monza nesta quinta‑feira (3) ao aparecer ao volante de uma Ferrari F40 raríssima, restaurada e com baixa quilometragem — exemplar que, segundo referências de leilão, pode valer cerca de R$ 25 milhões. O britânico disse que buscava justamente um carro autêntico, com história, para adicioná‑lo à sua coleção.
Hamilton revelou que o modelo foi encontrado praticamente intocado, parado na garagem desde a compra, e passou por restauração para poder ser usado. A própria Ferrari contribuiu com serviços e deu uma surpresa ao adicionar o número de corrida do piloto ao modelo, reforçando o laço simbólico entre o heptacampeão e a marca de Maranello.
O heptacampeão, que já coleciona diversos modelos raros, contou em coletiva que a F40 era um “carro dos meus sonhos” e que priorizou uma unidade com baixa quilometragem e procedência autêntica. Ao abrir o carro durante a restauração, Hamilton descobriu que o motor trazia gravado o número 44, seu número de corrida, um detalhe que chamou de quase “coisa do destino”.
“O proprietário comprou o carro, dirigiu de Maranello até a casa dele — 69 quilômetros — e depois estacionou. Nunca mais ligou o carro”, relatou Hamilton, que ponderou sobre preservar veículos como arte versus usá‑los na pista e nas ruas. “Queria dirigi‑lo. Percebi que talvez nenhum piloto da Ferrari na história tenha chegado a um GP dirigindo modelos icônicos como este — e eu pensei: ‘Isso tem que acontecer’.”
F40 restaurada une história do modelo à imagem contemporânea de Hamilton
A Ferrari F40, lançada em 1987 para celebrar os 40 anos da fabricante, é um ícone histórico: foi o último modelo lançado com supervisão direta de Enzo Ferrari e tornou‑se referência por leveza, aerodinâmica e alto desempenho sem concessões. Nos mercados de colecionadores, exemplares com baixa quilometragem e conservação original alcançam valores recordes — como a venda citada pela RM Sotheby’s em abril, por 4,3 milhões de euros.
A restauração do carro de Hamilton, portanto, combina duas narrativas: a valorização histórica do modelo e o gesto simbólico de um dos maiores nomes atuais da F1 adotando publicamente um dos carros‑referência da marca. Para a Ferrari, o episódio reforça a imagem heritage da casa de Maranello; para Hamilton, acrescenta um capítulo colecionável à sua trajetória fora das pistas.
Contexto técnico e de mercado
A F40 foi concebida com foco em desempenho puro: chassi leve, motor V8 biturbo e soluções de competição aplicadas a um carro de rua. Essas características, somadas à história da Ferrari, explicam a forte valorização desses exemplares. No ambiente atual dos colecionadores, fatores determinantes de preço incluem quilometragem, procedência, histórico de propriedade e grau de originalidade — todos pontos que Hamilton afirmou ter buscado ao escolher a unidade restaurada.