Pascal Wehrlein é o campeão da temporada 2025/26 da Fórmula E. O piloto da Porsche garantiu a segunda conquista mundial da carreira neste domingo (16), durante a Corrida 2 do ePrix de Londres, mesmo enfrentando problemas e terminando fora da zona de pontuação. A prova foi vencida por Taylor Barnard, enquanto Felipe Drugovich cruzou a linha de chegada em 13º.
Wehrlein administra vantagem em final caótico
A decisão do campeonato chegou à última corrida da temporada com a disputa ainda aberta. Wehrlein entrou no domingo precisando controlar principalmente a ameaça de Mitch Evans, da Jaguar, e de outros concorrentes que ainda tinham possibilidades matemáticas.
O cenário ficou ainda mais complicado para o alemão diante dos problemas enfrentados pela Porsche. Mesmo sem conseguir lutar pelas primeiras posições, Wehrlein fez o suficiente para preservar a vantagem construída ao longo da temporada.
O resultado confirma a capacidade do piloto de transformar consistência em título, característica que já havia sido determinante em sua primeira conquista na categoria.
Barnard vence e faz história
Se o título ficou com Wehrlein, o grande destaque da corrida foi Taylor Barnard.
O britânico conquistou a vitória na Corrida 2 em Londres e fechou a temporada em alta, superando nomes mais experientes do grid em uma das provas mais importantes do calendário.
Barnard já vinha demonstrando evolução ao longo do campeonato e agora adiciona uma vitória de peso ao currículo na Fórmula E.
Uma vitória que reforça a nova geração
O triunfo também evidencia a renovação do grid da categoria elétrica. Barnard chegou à Fórmula E como um dos pilotos mais jovens da história do campeonato e passou a ganhar espaço entre os protagonistas.
A vitória em Londres, justamente no encerramento da temporada, representa um marco importante em sua trajetória e aumenta as expectativas para o próximo ciclo da categoria.
Segundo título coloca Wehrlein entre os grandes
Com a conquista de 2026, Pascal Wehrlein chega ao segundo campeonato mundial de Fórmula E.
O alemão havia conquistado seu primeiro título em 2024, também defendendo a Porsche. Com a nova taça, ele passa a integrar um grupo extremamente seleto de bicampeões da categoria, ao lado de Jean-Éric Vergne.
A trajetória também consolida a parceria entre Wehrlein e Porsche. O piloto se tornou uma das principais referências da fabricante desde sua chegada à equipe, combinando velocidade em classificação, eficiência energética e capacidade de administrar corridas estratégicas.
Drugovich termina temporada em 13º
Entre os brasileiros, Felipe Drugovich fechou a Corrida 2 de Londres na 13ª posição.
O resultado encerra uma temporada de altos e baixos para o piloto da Andretti, que teve dificuldades para transformar velocidade em resultados consistentes ao longo do campeonato.
Drugovich, porém, deixa a temporada com experiência importante em sua primeira campanha completa na Fórmula E. O brasileiro chegou a conquistar sua primeira pole position no campeonato em Xangai, mostrando potencial de velocidade em uma categoria extremamente dependente de estratégia e gerenciamento energético.
Di Grassi encerra ciclo histórico
A etapa londrina também teve um significado especial para Lucas di Grassi.
O brasileiro encerrou sua participação na Fórmula E após uma longa trajetória no campeonato, categoria na qual se tornou um dos nomes mais importantes desde os primeiros anos.
Di Grassi foi campeão mundial em 2017, além de acumular vitórias e pódios ao longo de diferentes gerações de carros elétricos.
Sua despedida acontece justamente no encerramento da era GEN3, antes da chegada de uma nova geração tecnológica à Fórmula E. A temporada de 2025/26 marcou, portanto, não apenas a conquista de Wehrlein, mas também uma importante mudança de ciclo na categoria.
Porsche fecha temporada com o título de pilotos
O campeonato de Wehrlein encerra uma temporada marcada pelo equilíbrio entre Porsche, Jaguar, Nissan e DS Penske.
A regularidade foi fundamental para o alemão em um campeonato no qual vitórias isoladas não necessariamente garantiam vantagem na classificação. A capacidade de pontuar mesmo em finais complicados acabou sendo decisiva.
Para a Porsche, o título também representa uma resposta importante dentro do projeto de Fórmula E e reforça o protagonismo da marca no encerramento da era GEN3.
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