Helio Castroneves, sócio da Meyer Shank Racing, afirmou que Caio Collet não será contratado pela equipe para a temporada 2027 da Indy. Em entrevista ao site Parabólica, ele reconheceu o potencial do brasileiro, mas explicou que fatores financeiros serão decisivos na escolha do novo companheiro de Marcus Armstrong.
A vaga ficou disponível após a saída de Felix Rosenqvist e tornou-se uma das mais disputadas do paddock. Segundo informações, candidatos estariam dispostos a levar até US$ 15 milhões em aportes para garantir um lugar no grid.
Castroneves exalta talento de Caio Collet
Castroneves afirmou que a Meyer Shank tentou viabilizar a chegada de Collet, atualmente piloto da A.J. Foyt, mas destacou que o orçamento da equipe impôs limites à negociação.
“Não, agora não [vamos contratar o Collet]. A gente tentou muito trazer o Caio para a equipe, e é impressionante como o talento dele é indiscutível”, declarou Castroneves.
“Mas a equipe ainda precisa de certos recursos, o que pesou um pouco mais do que o talento”, completou.
A fala evidencia o peso crescente do financiamento no mercado de pilotos da Indy. Embora desempenho e potencial técnico sejam fundamentais, equipes também avaliam a capacidade de cada candidato de contribuir para a sustentabilidade operacional do projeto.
Novo ciclo técnico aumenta pressão financeira
A Indy se prepara para uma mudança estrutural relevante em 2028, quando o IR-28 e uma nova geração de motores devem estrear na categoria. A transição exigirá investimentos em desenvolvimento, equipamentos, preparação de pessoal e adaptação das equipes ao novo pacote técnico.
Nesse cenário, a busca por parceiros comerciais e aportes tornou-se ainda mais intensa. Castroneves admitiu que as oportunidades financeiras oferecidas por pilotos interessados vêm influenciando diretamente o mercado para 2027.
“É impressionante os recursos que estão aparecendo, as oportunidades lá nos Estados Unidos, e isso tem pesado um pouco mais em vez do talento”, afirmou.
A necessidade de caixa não é uma novidade no automobilismo norte-americano, mas ganha importância antes de grandes alterações regulamentares. As equipes precisam equilibrar o curto prazo competitivo com os custos de preparação para o futuro.
Castroneves recomenda permanência de Collet na Indy
Apesar de afastar uma contratação imediata, Castroneves aconselhou a equipe de Collet a priorizar uma vaga que mantenha o brasileiro ativo na categoria. Para o ex-piloto, seguir no grid é essencial para preservar visibilidade, experiência e possibilidades de negociação futuras.
“Falei com o pessoal dele: foca onde você acha que tem a condição melhor para continuar, porque não estar dentro da categoria é um problema”, explicou.
“Prefiro que ele esteja mesmo onde ele está para continuar, e possivelmente ter uma oportunidade de contratá-lo”, concluiu.
Castroneves conhece a importância da continuidade em um campeonato de calendário variado, que exige experiência em ovais, circuitos mistos e pistas de rua. Para Collet, assegurar uma vaga em 2027 pode ser determinante para consolidar seu espaço antes da chegada do IR-28.
🔗 Junte-se à nossa comunidade!
👉 Entre no nosso grupo no WhatsApp para receber novidades, trocar ideias e ficar por dentro de tudo em tempo real.
📺 E não esqueça de se inscrever no nosso canal no YouTube para vídeos exclusivos, curiosidades e muito mais!
