A possibilidade de uma corrida em Barcelona segue no radar da Fórmula E para os próximos anos. Entretanto, a categoria não trabalha com a entrada da cidade catalã já no próximo campeonato, que marca a estreia da geração Gen4 e tem programação provisória com 21 provas.
Segundo Dodds, a organização vê Barcelona como uma praça de alto potencial, mas o projeto ainda precisa amadurecer. A expansão na Espanha poderá ocorrer por meio de um segundo eP, de um revezamento com Madri ou de outra configuração futura.
Dodds confirma conversas com Barcelona
Os rumores sobre uma possível etapa em Barcelona surgiram em julho, quando o portal e-Formula.news informou que a cidade era avaliada pela categoria para o calendário 2026/27.
Dodds confirmou que houve conversas, mas afastou uma inclusão imediata. O dirigente ressaltou que o planejamento da próxima temporada está em fase final de definição.
“Não existe fumaça sem fogo, como todos sabemos. Já reconhecemos publicamente que mantivemos conversas com Barcelona sobre a possibilidade de levar uma corrida da Fórmula E para a cidade no futuro”, afirmou.
“Trata-se de uma megacidade, um lugar ideal para corridas”, completou o CEO da categoria.
Calendário da Fórmula E está praticamente fechado
Apesar do interesse em Barcelona, Dodds foi direto ao falar sobre as chances de uma estreia na Catalunha em 2026/27. A categoria fez recentemente uma alteração de data para a etapa de Mônaco, mas não prevê outras mudanças relevantes na programação.
“Acho que posso dizer categoricamente que talvez exista 1% de chance de sermos surpreendidos, mas Barcelona não estará no calendário da próxima temporada”, declarou.
A temporada 2026/27 será particularmente importante para a Fórmula E por inaugurar os carros Gen4. O calendário provisório também atende a uma estratégia comercial da categoria, com dois eventos previstos tanto na China quanto nos Estados Unidos, mercados tratados como prioritários.
Sucesso de Madri fortalece plano espanhol
A realização do primeiro eP de Madri, no Circuito de Jarama, reforçou a confiança da Fórmula E no mercado espanhol. Para Dodds, a boa recepção ao evento abre caminho para ampliar a presença da categoria no país.
Além do interesse dos fãs, o campeonato conta com a fabricante espanhola Cupra e com Pepe Martí entre os pilotos do grid, fatores que ajudam a fortalecer a conexão local.
“A corrida inaugural em Madri foi um enorme sucesso e nos deu muita confiança para continuar competindo na Espanha no futuro”, explicou Dodds.
Barcelona pode dividir espaço com Madri no futuro
O CEO não descartou que Espanha possa sediar duas corridas no futuro. Outra alternativa seria adotar um sistema de rotação entre Barcelona e Madri, preservando a presença no país sem ampliar o número de etapas espanholas em uma mesma temporada.
“Barcelona não estará no calendário do ano que vem, mas isso não significa que não possa estar nos seguintes. Se isso vai acontecer ao lado de Madri ou em sistema de rotação, quem sabe?”, concluiu.
A Fórmula E já construiu histórico de adaptação do calendário a novos mercados e formatos urbanos. Com o início da era Gen4, Barcelona surge como uma possibilidade estratégica para os próximos ciclos, ainda que fora dos planos imediatos de 2026/27.
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