George Russell liderou o TL1 do GP de Barcelona-Catalunha nesta sexta-feira (12), na Espanha, ao marcar 1min16s363 com a Mercedes em uma sessão incomum da F1 2026, recheada de novatos. O treino ganhou importância por abrir um fim de semana técnico em um circuito historicamente usado como referência para avaliar desempenho real dos carros.
Russell reage após Mônaco e coloca Mercedes na frente
Depois de um fim de semana difícil em Mônaco, Russell começou Barcelona em alta e controlou a ponta praticamente durante toda a sessão.
O britânico terminou com vantagem de 0s203 para Oscar Piastri, da McLaren, enquanto Charles Leclerc, com a Ferrari, fechou a atividade na terceira colocação.
O resultado reforça a boa fase da Mercedes em pistas de leitura aerodinâmica mais clara. Em Barcelona, onde o equilíbrio do carro costuma aparecer mais do que em circuitos urbanos, liderar o primeiro treino sempre tem peso técnico relevante.
Sessão teve sete novatos e tabela embaralhada
O primeiro treino da Catalunha foi marcado pela presença de sete novatos inscritos: Frederik Vesti, Dino Beganovic, Colton Herta, Ayumu Iwasa, Leonardo Fornaroli, Paul Aron e Luke Browning.
Entre eles, o destaque foi Fornaroli, que colocou o carro da McLaren na quinta posição. Já Paul Aron apareceu em sexto com a Audi, enquanto Beganovic terminou em oitavo com a Ferrari.
A atividade também chamou atenção porque o líder do campeonato, Andrea Kimi Antonelli, ficou fora da pista, o que abriu espaço para novas referências dentro do grid.
Bortoleto fecha em 12º após sessão instável
Gabriel Bortoleto terminou o treino em 12º, mas teve uma sessão marcada por dificuldades de aderência no carro da Audi.
O brasileiro escapou duas vezes de forma mais evidente: uma na brita da curva 8 e outra na área de escape da curva 1. Mesmo sem danos maiores, os erros mostraram como o carro ainda apresentou comportamento instável no começo do fim de semana.
Para Bortoleto, o dado mais importante do TL1 talvez não seja a posição final, mas a necessidade de encontrar mais confiança no eixo dianteiro e melhor tração nas mudanças de direção do circuito catalão.
Novatos ganham espaço em pista-chave para a temporada
Barcelona sempre foi uma das pistas mais respeitadas do calendário quando o assunto é avaliação técnica. Por reunir curvas rápidas, setores de média velocidade e retas longas, o traçado costuma revelar com mais nitidez o potencial de cada carro.
Por isso, o TL1 com vários novatos teve valor extra. Além de cumprir programas obrigatórios de jovens pilotos, as equipes aproveitaram a sessão para comparar comportamento aerodinâmico, carga e equilíbrio em uma pista com histórico forte de desenvolvimento.
Top-10 teve mistura de favoritos e surpresas
Atrás dos três primeiros, Max Verstappen terminou em quarto. Depois vieram Fornaroli, Aron, Liam Lawson, Beganovic, Arvid Lindblad e Franco Colapinto, completando os dez melhores.
A presença de vários nomes pouco habituais no topo embaralhou a folha de tempos, mas não tirou da sessão seu valor técnico. Em treino livre com programas diferentes entre as equipes, o mais relevante costuma estar menos na classificação bruta e mais na consistência das voltas e no comportamento do carro.
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