Pipo Derani celebrou neste sábado (9) os primeiros pontos da Genesis no Mundial de Endurance (WEC), conquistados nas 6 Horas de Spa, em Spa-Francorchamps, após terminar em 8º na classe Hipercarro ao lado de André Lotterer e Mathys Jaubert no carro #17. O resultado veio em apenas sua segunda corrida no campeonato, apesar de um problema no trem de força que comprometeu o ritmo do brasileiro no stint final.
Genesis pontua pela primeira vez no WEC em apenas duas corridas
A Genesis deixou a Bélgica com 4 pontos na conta, um marco importante para um projeto ainda em fase inicial no WEC.
Derani, Lotterer e Jaubert conduziram o Genesis #17 em uma corrida de sobrevivência, aproveitando as interrupções e a estratégia para entrar no top-10 na hora final, sem precisar realizar um novo pit-stop.
Problema no trem de força preocupa Derani no stint decisivo
Derani assumiu o carro com cerca de 2h40min para o fim da prova. Pouco depois, a equipe detectou um problema no trem de força, que reduziu sensivelmente o desempenho do protótipo.
“Foi muito difícil, porque desde o momento em que entrei no carro, faltando quase 2h40min para o fim, estávamos lidando com um problema no trem de força”, relatou ao Dailysportscar.
O brasileiro admitiu que a preocupação era levar o carro até a bandeirada sem perder totalmente a chance de pontuar.
“Perdemos muito desempenho por causa disso e definitivamente ficamos um pouco preocupados de sofrer até a bandeirada”, completou.
Sorte nas amarelas ajudou, mas execução colocou o #17 nos pontos
Derani reconheceu que a bandeira amarela teve papel importante ao aproximar o Genesis do pelotão, mas destacou que a equipe precisou estar pronta para aproveitar a oportunidade.
“Tivemos um pouco de sorte com a bandeira amarela que nos aproximou do pelotão, mas, no fim das contas, estávamos lá para aproveitar a oportunidade e lutar pelos primeiros pontos”, afirmou.
Para o brasileiro, o resultado é motivo de orgulho pelo nível técnico do grid e pela complexidade de iniciar um programa de fábrica na classe Hipercarro.
Derani prega orgulho, mas mantém cobrança por evolução
Apesar da comemoração, Derani deixou claro que a pontuação não muda a dimensão do desafio. A Genesis ainda precisa desenvolver ritmo, confiabilidade e execução em stint longo para se aproximar das marcas já estabelecidas.
“Não foi fácil até aqui, e nem deveria ser, porque estamos em um campeonato de altíssimo nível”, analisou.
“Devemos estar muito orgulhosos do que conquistamos, mas seguimos com o pé no acelerador porque sabemos que ainda temos muito trabalho pela frente”, finalizou.
Primeiros pontos validam projeto, mas WEC não perdoa curva de aprendizado
Na era Hipercarro, somar pontos cedo é mais do que um resultado estatístico: é uma validação inicial de operação, estratégia e resistência mecânica em um grid que reúne fabricantes experientes e programas já maduros.
Para a Genesis, o 8º lugar em Spa não significa que a meta foi alcançada, mas confirma que o projeto tem base competitiva para evoluir. E, para Derani, a corrida belga reforçou uma regra central do endurance: mesmo quando o ritmo falta, execução e oportunidade podem transformar uma prova difícil em avanço concreto no campeonato.
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