A Penske confirmou que trabalha no desenvolvimento de um trem de força próprio para a era Gen4 da Fórmula E, em um movimento para ganhar independência técnica após o anúncio de saída da DS ao fim da temporada atual. O chefe da equipe, Phil Charles, afirmou que o projeto está em andamento há mais de um ano e, apesar do cronograma apertado, acredita haver tempo para colocar a unidade na pista, sem descartar o uso já em 2026/27.
Saída da DS abre caminho para controle total da operação
A decisão da DS (Grupo Stellantis) de deixar a Fórmula E ao fim do campeonato vigente gerou incertezas sobre a continuidade da Penske, que hoje utiliza o pacote técnico da marca.
Charles, porém, reforçou que a intenção sempre foi permanecer no grid e que o trabalho para viabilizar a transição já vinha acontecendo internamente antes do anúncio.
“Fizemos um trem de força muito bom e estamos trabalhando intensamente no simulador. É um processo contínuo que já acontece há mais de um ano e meio”, disse o dirigente ao Motorsport.com.
Corrida contra o tempo: rivais já testam, Penske aposta no virtual
O desafio é o relógio. Montadoras como Porsche, Jaguar, Nissan, Stellantis e Lola já iniciaram testes com modelos Gen4, enquanto a Mahindra também se prepara para levar o conjunto à pista.
A Penske, por outro lado, ainda não formalizou inscrição como montadora junto à FIA para o próximo ciclo, mas Charles garante que o cronograma segue sob controle.
“Temos tempo. O prazo está um pouco apertado, mas ainda existe margem. Não estou preocupado”, afirmou.
Segundo ele, o time trabalhou pesado no ambiente virtual e não vê sinais de que tenha interpretado o regulamento de forma equivocada.
Plano B existe, mas foco é capitalizar o investimento interno
Apesar de priorizar o trem de força próprio, a Penske ainda avalia alternativas de curto prazo, como virar cliente de uma montadora já estabelecida, com a Mahindra aparecendo como opção mais factível.
Ainda assim, Charles minimizou a necessidade de ter uma grande fabricante por trás e apontou que o diferencial está na qualidade das pessoas e do conhecimento técnico aplicado.
“Ter uma fabricante pode trazer vantagens, mas no fim tudo depende das pessoas… E posso dizer que temos pessoas muito boas trabalhando nisso”, concluiu.
Gen4 eleva complexidade e muda o jogo na Fórmula E
A transição para a Gen4 é tratada no paddock como uma das maiores viradas técnicas da história recente da Fórmula E, aumentando o peso de integração entre software, eletrônica de potência, gerenciamento térmico e entrega de torque.
Nesse cenário, ter domínio do trem de força pode significar mais do que performance: pode definir a capacidade de reagir rapidamente a problemas, evoluir durante a temporada e explorar janelas de eficiência. Para a Penske, a aposta é clara, transformar incerteza após a saída da DS em um salto de autonomia no ciclo regulatório mais exigente da categoria.
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