A IndyCar Officiating concluiu a investigação sobre a falha no software do push-to-pass no GP de Long Beach (disputado no mês passado), que permitiu o acionamento indevido do botão de ultrapassagem antes do ponto autorizado na relargada da volta 61. A categoria divulgou o motivo do problema, listou os 12 pilotos que tentaram usar o recurso no momento irregular e, na sequência, anunciou mudanças nas regras a partir do GP de Indianápolis, para evitar repetição do cenário e ajustar o procedimento esportivo.
O que causou a falha no push-to-pass em Long Beach
Segundo a arbitragem, o sistema foi sobrecarregado por uma grande quantidade de mensagens enviadas pelo software da Indy aos receptores instalados nos carros em pista.
O excesso de sinais simultâneos levou ao “desligamento” lógico do controle que deveria limitar o uso, fazendo com que os carros não recebessem o comando para desativar o push-to-pass. Na prática, o recurso permaneceu disponível durante a bandeira amarela e na relargada subsequente.
Quem usou o sistema no momento indevido e por que não houve punição
A Indy informou que 12 dos 25 pilotos pressionaram o botão na relargada, “na esperança” de que uma falha do sistema (ou erro operacional) ativasse os 60 cv extras.
Mesmo com o uso indevido, a comissão decidiu não punir e avaliou que o resultado da corrida não foi alterado. O caso veio a público um dia após a prova e inevitavelmente remeteu ao episódio da Penske em St. Pete-2024, que terminou em desclassificações.
Entre os nomes listados pela Indy, o vencedor Álex Palou usou o sistema três vezes (15s1), enquanto Felix Rosenqvist (18s5) e Nolan Siegel (8s) também acionaram em três oportunidades. A comissão ainda detalhou usos de Kyffin Simpson, Santino Ferrucci, Rinus VeeKay, Romain Grosjean, Louis Foster, além de Marcus Armstrong, David Malukas, Scott McLaughlin e Graham Rahal.
Nova regra libera push-to-pass em largadas e relargadas
Após esclarecer a falha, a Indy confirmou uma mudança de regra: a partir do GP de Indianápolis, os pilotos poderão usar o push-to-pass assim que cruzarem a linha de largada no início da prova e também em todas as relargadas.
Os limites de tempo disponíveis e a duração máxima das ativações permanecem inalterados, mas o procedimento esportivo passa a refletir a realidade de que o recurso pode incrementar disputa e opções estratégicas nesses momentos.
Correção de software já foi testada e será implementada
A Indy também afirmou que uma solução preventiva foi testada com sucesso nos testes abertos das 500 Milhas de Indianápolis na semana passada e será aplicada já neste fim de semana.
A medida inclui um novo “bloqueio” no código para ordenar a sequência de eventos que envia mensagens aos carros, permitindo o envio uma de cada vez e evitando sinais simultâneos, prática comum para proteger sistemas contra sobrecarga.
Push-to-pass evoluiu e virou peça-chave de estratégia
Introduzido em 2009, o push-to-pass se consolidou como uma ferramenta central da IndyCar para criar variação tática e oportunidades de ataque/defesa sem recorrer a intervenções artificiais de corrida.
Por isso, qualquer falha de controle tem impacto esportivo imediato e explica a escolha da categoria por combinar duas frentes após Long Beach: blindagem técnica do sistema e atualização do regulamento para padronizar o uso em largadas e relargadas.
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