A temporada 2026 da Indy começou com um equilíbrio incomum: três equipes diferentes venceram as três primeiras provas. Álex Palou levou em St. Pete pela Ganassi, Josef Newgarden triunfou em Phoenix pela Penske e Kyle Kirkwood subiu ao topo do pódio em Arlington pela Andretti. Em meio a esse cenário fragmentado, a McLaren ainda não encontrou o caminho para a vitória, mas Pato O’Ward, de forma silenciosa e eficiente, se mantém entre os líderes do campeonato.
O mexicano não chegou ao pódio nas três primeiras etapas, mas tampouco desperdiçou pontos. Ao completar todas as corridas no top-5, O’Ward demonstra uma maturidade raramente vista em sua trajetória na categoria, adotando a mesma filosofia que levou Palou ao título em 2024: se não é possível vencer, extraia o máximo de cada fim de semana.
Parece simples, mas é uma das lições mais difíceis de assimilar no automobilismo. Entender que um quinto lugar sólido vale mais do que arriscar tudo pelo quarto e terminar em 20º é uma mentalidade que poucos pilotos conseguem aplicar com consistência. O’Ward parece ter aprendido essa lição.
O GP de Phoenix deixou um gosto amargo: após dividir a parada nos boxes com Josef Newgarden, o mexicano terminou em quarto enquanto o rival venceu. Mas, mesmo assim, foram três fins de semana sem erros evidentes ou desperdício de pontos para o piloto do carro #5.
O paralelo com Palou é inevitável. Em 2024, o catalão foi campeão sem dominar o campeonato com vitórias em série. Em St. Pete, cruzou em sexto — herdando o quarto após as desclassificações de Newgarden e McLaughlin pelo escândalo do push-to-pass. Foi terceiro em Long Beach e quinto no Alabama. Em 2023, quando venceu cinco vezes, o padrão foi similar nas etapas iniciais: oitavo em St. Pete, terceiro no Texas e quinto em Long Beach.
O’Ward parece ter absorvido essa cartilha. Em Arlington, ele deixou claro que tem consciência do momento: “No geral, sabemos que seremos mais fortes em alguns fins de semana e eles serão em outros.”
A temporada 2026 revela uma Indy mais aberta do que se esperava. Para a McLaren, a ausência de vitórias é preocupante — tanto para O’Ward quanto para Christian Lundgaard. Mas o mexicano, que em 2025 venceu duas vezes e terminou vice-campeão, demonstra agora uma consistência inédita. E, no automobilismo, consistência costuma ser o caminho mais curto para o título.
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