Stoffel Vandoorne avaliou que a F1 ainda não está totalmente preparada para a maior eletrificação dos motores, prevista no novo regulamento da categoria, e destacou o valor do conhecimento acumulado pelos pilotos da Fórmula E nesse processo. Segundo o belga, a experiência com gestão de energia e uso do sistema elétrico se tornou um diferencial relevante para as equipes no desenvolvimento dos novos carros e motores.
Além de mudanças robustas na aerodinâmica dos carros, as unidades de potência do novo regulamento terão a parte elétrica ampliada, passando a representar até 50% da força total, e combustível 100% sustentável — o que tem sido uma dor de cabeça para todos.
Com passagem pela F1 em 2017 e 2018, pela McLaren, Vandoorne construiu grande parte da carreira recente na Fórmula E, onde competiu entre 2018 e o fim da última temporada por equipes como HWA, Mercedes, DS Penske e Maserati. Atualmente fora do grid, atua como piloto reserva da Jaguar e participa do desenvolvimento do carro Gen4 da categoria elétrica.
Além disso, Vandoorne também é piloto reserva da Aston Martin desde o fim de 2022 e participa do trabalho de desenvolvimento do carro da equipe para o novo regulamento da F1. Para o belga, esse cenário evidencia uma lacuna histórica na principal categoria do automobilismo.
“A Fórmula 1 nunca precisou focar tanto em gerenciamento de energia e uso do sistema elétrico. O que fazemos na Fórmula E ainda não é algo para o qual a F1 esteja realmente preparada, porque esse nível de controle e precisão nunca foi exigido antes”, afirmou Vandoorne em entrevista ao portal neerlandês RacingNews365.
Atualmente, alguns pilotos com passagem pela Fórmula E exercem funções técnicas ou de apoio em equipes da Fórmula 1, reflexo da crescente importância do domínio da tecnologia elétrica no novo ciclo regulatório. Além do próprio Vandoorne, Nyck de Vries e Jake Hughes trabalharam no simulador da McLaren até o fim do ano passado, enquanto Sébastien Buemi e Jake Dennis exerceram a mesma função na Red Bull — ainda não houve nenhum anúncio sobre a continuidade dos papéis neste ano.
“Agora, com essa grande mudança, muito do conhecimento da Fórmula E passa a ter aplicação direta na Fórmula 1. Faz sentido contribuir sobre formas de trabalhar, otimizar estratégias e indicar o que é realista ou não, o que é guiável e o que não é”, concluiu.
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