A disputa pelo título da F1 2025 ganhou um tempero extra fora da pista depois do GP do Catar. Max Verstappen, vencedor da prova em Lusail, respondeu com bom humor às declarações de Zak Brown, CEO da McLaren, que o havia comparado a um vilão de “filme de terror” que “sempre volta”.
Em entrevista coletiva após a corrida, o holandês foi questionado sobre a provocação de Brown e não perdeu a chance de entrar na brincadeira: “Pode me chamar de Chucky”, riu Verstappen. “Eu vi o que ele falou, achei engraçado.”
Apesar da resposta bem-humorada, o tricampeão deixou claro que seu foco permanece totalmente voltado para o próprio desempenho: “Da minha parte, eu só me concentro em mim mesmo. Sei que quando entro no carro tento fazer o meu melhor, como todo mundo faz. É a única coisa que posso controlar, certo? E é nisso que eu foco.”
A vitória de Verstappen no Catar veio muito em função da estratégia da McLaren, que admitiu ter cometido um erro decisivo. Quando o safety car foi acionado após o contato entre Nico Hülkenberg e Pierre Gasly, praticamente todo o grid aproveitou para ir aos boxes trocar pneus.
A exceção foi justamente a dupla da McLaren: Oscar Piastri e Lando Norris permaneceram na pista, saindo de sincronia com o restante do pelotão. Isso os deixou vulneráveis no restante da prova, em uma corrida já limitada pelo stint máximo de 25 voltas em cada jogo de pneus.
Piastri caiu de 1º para 2º, perdendo a chance de controlar a corrida do início ao fim.
Norris despencou de 3º para 4º, vendo Verstappen descontar boa parte da vantagem no campeonato.
Zak Brown classificou a decisão de não parar como um “grande erro”, admitindo que a McLaren provavelmente desperdiçou uma vitória e um pódio duplo, enquanto Verstappen capitalizou perfeitamente em cima da estratégia equivocada.
Verstappen 12 pontos atrás, mas “mais relaxado do que nunca”
Com o triunfo no Catar, Verstappen reduziu a diferença para 12 pontos em relação a Norris antes da etapa decisiva em Abu Dhabi. Ainda assim, o holandês garante que não está sob pressão máxima: “Estou muito mais relaxado agora. Sei que estou 12 pontos atrás. Entro na pista com energia positiva, tento de tudo, mas mesmo se eu não vencer, sei que tive uma temporada incrível. Então não importa tanto assim.”
Segundo ele, isso muda até a forma de encarar o fim de semana final: “Isso tira muita pressão. Estou lá só me divertindo, como hoje.”
Verstappen reconhece, porém, que dependerá de fatores além do próprio desempenho para virar o jogo na última corrida: “Comecei o dia pensando: ‘Vamos ver o que acontece’. Sei que quando estou no carro sempre dou o meu melhor, e é isso que vou tentar fazer também em Abu Dhabi. Mas, ao mesmo tempo, sei que provavelmente precisamos contar com alguns fatores externos para termos sucesso.”
Ainda assim, o holandês lembra que o Catar é um exemplo de como a Fórmula 1 é imprevisível: “Uma corrida como a de hoje mostra que a gente acha que vai ser chata e fácil… e não é. Então espero que Abu Dhabi seja parecida.”
🔗 Junte-se à nossa comunidade!
👉 Entre no nosso grupo no WhatsApp para receber novidades, trocar ideias e ficar por dentro de tudo em tempo real.
📺 E não esqueça de se inscrever no nosso canal no YouTube para vídeos exclusivos, curiosidades e muito mais!
