A Team Penske segue em um processo intenso de reorganização interna na Indy após as demissões de Tim Cindric, ex-presidente da operação, e dos diretores Ron Ruzewski e Tim Moyer. Com a promoção de Jonathan Diuguid ao comando da equipe, o time de Roger Penske reformulou a estrutura de liderança, repartiu responsabilidades e promoveu nomes-chave como David Faustino e Ben Bretzman.
Responsável direto pela nova configuração, Diuguid — que também atua na operação da Penske no IMSA SportsCar — decidiu ampliar o número de líderes na gestão esportiva da Indy. Se antes da edição de 2025 das 500 Milhas de Indianápolis a tomada de decisão estava concentrada em três figuras principais (Cindric, Ruzewski e Moyer), agora as funções serão compartilhadas entre sete profissionais. Cinco deles já foram anunciados e trabalharão ao lado de Diuguid e de Travis Law, diretor-geral de competição.
David Faustino, engenheiro de pista nos dois títulos de Will Power e no triunfo do australiano na Indy 500 de 2018, assume o cargo de diretor-técnico. Na nova função, ele será responsável por supervisionar os programas de pesquisa e desenvolvimento (P&D) da Penske na Indy, coordenar as diretrizes de engenharia de longo prazo e atuar como principal elo com parceiros técnicos da equipe.
Ben Bretzman passa a ocupar o posto de gerente de engenharia de competição. Ele comandará diretamente os engenheiros de pista, profissionais de performance e todo o grupo técnico que acompanha o time nas etapas do campeonato.
Com as mudanças, Faustino deixa a função de engenheiro do carro #12, que terá David Malukas a partir de 2026, enquanto Bretzman deixa de ser o engenheiro responsável pelo #3 de Scott McLaughlin. A estrutura do #2, guiado por Josef Newgarden, também deve passar por ajustes, que serão detalhados em um momento posterior.
A reestruturação atinge ainda outras áreas-chave da operação. Matt Johnson deixa o cargo de chefe de mecânicos e será o novo gerente de montagem. Já Robbie Atkinson assume como gerente de equipe, abrindo mão da posição de engenheiro-assistente sênior. A Penske também instituiu um novo posto: gerente de engenharia de desenvolvimento na fábrica, função que será desempenhada por Andrew Miller.
Em entrevista à revista norte-americana Racer, Diuguid explicou que as mudanças foram, em parte, consequência direta das saídas ocorridas em maio, ligadas ao caso dos atenuadores adulterados na Indy 500. Segundo ele, o momento também foi entendido como uma oportunidade para repensar a estrutura ideal da equipe a longo prazo.
O dirigente destacou que a Penske conta hoje com um quadro robusto de profissionais experientes, especialmente em pista, o que facilita a transição para um modelo de gestão mais distribuído. Ao comparar o cenário atual com o anterior, Diuguid ressaltou que, se antes a carga de trabalho estava fortemente concentrada em três pessoas — Ron, Kyle e Tim —, agora ela será dividida entre sete líderes, visando tornar a operação mais sustentável e eficiente.
A nova configuração da Penske na Indy indica um movimento claro de descentralização de poder, valorização de talentos internos e criação de funções mais específicas, em uma tentativa de fortalecer a governança técnica e esportiva da equipe após um dos momentos mais delicados de sua história recente.
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