O GP de São Paulo 2025 marca o retorno de um brasileiro ao grid da F1 após oito anos. O estreante Gabriel Bortoleto, piloto da Sauber, fará sua primeira corrida em Interlagos diante da torcida nacional e tenta quebrar um jejum histórico que perdura há mais de cinco décadas: nenhum piloto brasileiro pontua em sua estreia “em casa” desde Emerson Fittipaldi, em 1973.
O jovem de 20 anos chega embalado por uma boa temporada de estreia, mas encara um desafio duplo, competir em um carro ainda inconsistente e encarar um traçado que conhece pouco, já que só correu em Interlagos uma vez, na Corrida de Duplas da Stock Car em 2021.
Desde o primeiro GP do Brasil, apenas sete pilotos brasileiros conseguiram completar suas estreias em casa. E somente um, Emerson Fittipaldi, venceu — um feito que permanece inédito até hoje.
Naquele ano, Fittipaldi triunfou com a Lotus, superando Jackie Stewart. Luiz Bueno foi o único outro brasileiro a cruzar a linha de chegada (12º lugar), enquanto José Carlos Pace e Wilson Fittipaldi abandonaram.
Nos anos seguintes, vários estreantes nacionais enfrentaram dificuldades semelhantes. Ingo Hoffmann completou sua primeira corrida em 1976 (11º), mas ficou fora da zona de pontos. Já Alex Ribeiro e Nelson Piquet, em suas primeiras participações, também não terminaram.
Durante as décadas seguintes, o padrão se repetiu. Ayrton Senna, em 1984, abandonou logo nas voltas iniciais com a Toleman. Chico Serra, Raul Boesel, Maurício Gugelmin e Roberto Pupo Moreno também não completaram suas estreias.
Nos anos 1990, o cenário não melhorou. Rubens Barrichello, Christian Fittipaldi, Ricardo Rosset e Tarso Marques não chegaram ao fim de suas primeiras corridas em Interlagos. Ricardo Zonta nem largou, após um acidente nos treinos de 1999.
A exceção foi Pedro Paulo Diniz, que terminou o GP do Brasil de 1995 em 10º lugar.
Mesmo com carros mais confiáveis, o tabu persistiu. Felipe Massa (2002), Antônio Pizzonia (2003), Luciano Burti (2001) e Nelsinho Piquet (2008) abandonaram em suas primeiras corridas em São Paulo.
Somente Cristiano da Matta (10º em 2003) e Felipe Nasr (13º em 2015) conseguiram terminar suas estreias no Brasil — ainda assim, fora da zona de pontos.
Bruno Senna também completou sua primeira corrida em casa em 2010 (21º lugar), enquanto Lucas di Grassi não chegou ao final com a Virgin.
Agora, Gabriel Bortoleto tem o apoio da torcida, o incentivo da nova geração e a chance de quebrar uma marca que já dura 52 anos.
Mesmo com um carro limitado, Bortoleto tem mostrado maturidade e velocidade suficientes para sonhar com pontos inéditos em sua estreia em casa — algo que o país não vê desde os tempos dourados de Fittipaldi.
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