Considerado um dos maiores engenheiros da história da F1, Adrian Newey voltou a elogiar Fernando Alonso, destacando o talento do bicampeão mundial e o colocando no mesmo nível de Ayrton Senna e Max Verstappen — dois dos maiores nomes que o britânico já teve a oportunidade de trabalhar.
Em entrevista ao podcast James Allen on F1, Newey afirmou que Alonso pertence ao grupo de pilotos “capazes de extrair o máximo de qualquer carro”, independentemente das condições.
“Sempre foi uma espécie de espinho para mim não ter trabalhado com Fernando até agora. Tenho enorme respeito por ele. O fato de ter apenas dois títulos não reflete seu talento. Assim como Senna ou Verstappen, ele é um daqueles que sempre tiram o melhor do carro”, declarou o projetista.
Após quase duas décadas em lados opostos, Newey e Alonso finalmente estarão juntos na Aston Martin, em 2026, quando o time britânico inicia uma nova era com o motor Honda. O projeto promete ser um dos mais ambiciosos da categoria e pode marcar o último grande desafio da carreira de ambos.
O espanhol, bicampeão mundial em 2005 e 2006, aposta que essa será sua melhor oportunidade para voltar a disputar vitórias com o suporte técnico de Newey, responsável pelos carros campeões da Red Bull.
Newey também falou sobre Max Verstappen, tetracampeão da F1 e responsável por todos os títulos da era recente da Red Bull. O engenheiro exaltou o equilíbrio mental e a maturidade do holandês, destacando que ele é “um dos atletas mais focados e excepcionais” que já conheceu.
“Max está em um nível realmente impressionante. Ele teve uma infância difícil, mas desenvolveu uma maturidade incrível. Quando coloca o capacete, ele simplesmente se desliga do mundo e apenas corre. É algo raro de se ver”, comentou Newey.
O projetista também relembrou seu breve convívio com Ayrton Senna em 1993, quando o tricampeão brasileiro visitou a fábrica da Williams pela primeira vez, pouco antes de assinar com a equipe.
“Ayrton chegou ao túnel de vento, se ajoelhou diante da suspensão traseira e começou a fazer perguntas técnicas sobre tudo. Ele notava tudo, queria entender tudo. Era curioso sobre cada detalhe. Senna e Max têm isso em comum: além de serem rápidos, ambos eram incrivelmente obsessivos com os detalhes. Foi isso que os diferenciou dos pilotos comuns”, concluiu o engenheiro britânico.
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