Bruno Baptista, piloto da equipe RCM na Stock Car Pro Series, passou por cirurgia na mão esquerda em São Paulo após o grave acidente com JP de Oliveira no primeiro treino livre da etapa de Brasília. Em recuperação, Baptista utilizou suas redes sociais nesta segunda-feira (1º) para agradecer o apoio recebido e, principalmente, para fazer um forte desabafo sobre a segurança dos carros da categoria.
O acidente, que o levou ao hospital em Brasília com fraturas e dores nas costelas e coluna, reacendeu uma preocupação que, segundo ele, já vinha sendo alertada por diversos pilotos desde o início do ano.
Em seu perfil no Instagram, Bruno Baptista confirmou que o procedimento cirúrgico foi um sucesso: “Acabei de sair da cirurgia da minha mão esquerda e, graças a Deus, correu tudo bem. Estou aliviado, consciente e com o coração cheio de gratidão.”
O piloto fez questão de agradecer a todos que o apoiaram: “Quero agradecer a Deus por ter me protegido no momento do impacto e por estar comigo em cada passo dessa recuperação. Quero agradecer também a cada pessoa que mandou mensagem, orou, ligou ou demonstrou preocupação. De verdade: sentir esse carinho faz toda diferença num momento tão difícil. Muito obrigado aos médicos Dino e Leandro pelo atendimento na pista e aos médicos do hospital em Brasília, e um agradecimento especial ao Rames Mattar que acabou de finalizar a minha cirurgia na minha mão esquerda.”
Um agradecimento especial foi direcionado à sua equipe:
“E preciso deixar um agradecimento especial à minha equipe e aos meus mecânicos. Foram eles que chegaram primeiro no carro, que me socorreram no meio daquele caos, do impacto e do fogo. Se não fossem eles, talvez as minhas lesões tivessem sido ainda maiores. Sou imensamente grato por tudo o que fizeram por mim dentro e fora da pista.”
Após os agradecimentos, Bruno Baptista direcionou sua fala para um tema crucial: a segurança dos carros da Stock Car. Ele revelou que a preocupação não é nova e que já havia alertado a categoria e a fabricante sobre “falhas graves de segurança”.
“Agora, passado o momento mais crítico, eu preciso falar algo importante que eu venho dizendo desde o começo do ano. Eu e outros pilotos com até mais experiência do que eu, e que já tiveram até passagens pela F1 e campeões da própria categoria, já havíamos alertado a categoria e a fabricante do novo carro sobre falhas graves de segurança.”
O piloto foi além, revelando que chegou a tomar medidas legais: “No meio da temporada, após uma série de pedidos de esclarecimento sem resposta, precisei inclusive entrar com uma ação na Justiça pedindo explicações sobre a homologação e sobre a real proteção que esse carro oferece. Eu não fiz isso por polêmica. Fiz porque quem está lá dentro arrisca a própria vida a cada volta.”
Para Baptista, o acidente em Brasília foi a prova cabal de suas preocupações: “E nesse final de semana, infelizmente, aconteceu exatamente o tipo de acidente que eu temia. Eu estava parado na pista após perder o controle, e o impacto que recebi, somado ao fogo, escancarou o que já era evidente: esse carro não oferece a segurança necessária. A estrutura não reagiu como deveria, e eu saí com fratura, lesões na coluna, nas costelas e o corpo inteiro dolorido. Poderia ter sido muito pior.”

O piloto encerrou seu desabafo com um apelo direto às autoridades e responsáveis pela categoria: “Chegou no limite. Não dá mais para ignorar. Não dá para empurrar problema com a barriga. Não dá para brincar com a vida de pilotos e de todos que estão na pista. Existem pessoas tomando decisões que afetam diretamente a segurança de todos nós, e está claro que algo muito sério precisa ser revisado. Eu espero e cobro publicamente que as autoridades responsáveis tomem medidas urgentes para garantir uma segurança real, não só no discurso, mas na prática.”
Bruno Baptista reafirmou seu amor pelo esporte, mas deixou claro que a luta pela segurança é inegociável: “Eu amo esse esporte, respeito demais cada pessoa que faz parte dele e sempre vou honrar o autódromo onde estiver. Mas também vou continuar lutando por aquilo que é certo, porque a vida de todos os participantes não é negociável.”
A expectativa agora é que o acidente e o desabafo de Bruno Baptista impulsionem uma revisão nos protocolos e na estrutura dos carros da Stock Car, garantindo que a segurança dos pilotos seja prioridade máxima.
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