Bruno Baptista voltou a expressar sua insatisfação com o rumo da Stock Car Pro Series 2025. Após enfrentar uma sequência de quebras mecânicas e perda de desempenho ao longo da temporada, o piloto afirmou que as equipes também são vítimas do cenário atual e criticou a falta de informações técnicas fornecidas pela organização e pelos responsáveis pelos novos motores da categoria.
“As equipes da Stock Car são tão vítimas quanto os pilotos. Elas não têm informações suficientes sobre o que está acontecendo. Muitos problemas precisam esperar alguém da Audace vir diagnosticar, e até os próprios técnicos parecem confusos. Fica difícil trabalhar assim”, desabafou Baptista.
A Stock Car adotou em 2025 um novo regulamento técnico, com carros e motores completamente redesenhados. No entanto, o projeto vem enfrentando graves falhas de confiabilidade, que afetam diretamente o desempenho e a segurança das corridas.
Os primeiros sinais de alerta surgiram antes mesmo da etapa de abertura em Interlagos, quando atrasos na entrega de peças e problemas de montagem obrigaram a organização a alterar o cronograma do evento. Desde então, quebras e abandonos se tornaram frequentes, forçando a categoria a adiar a etapa do Velocitta em junho para desenvolver atualizações — tentativa que trouxe apenas melhoras pontuais.
“Houve avanços, sim, mas são muito pequenos diante da dimensão do campeonato. É muito difícil competir em uma categoria em que um terço dos carros quebra. Isso não acontece em nenhum outro lugar”, afirmou o piloto da RCM Motorsport.
Bruno também destacou que, mesmo quando seu carro apresentou menos falhas, a equalização de performance segue comprometida:
“De Curvelo para cá, o carro quebrou menos, mas a equalização é ruim. Não consigo ser competitivo. No Velocitta, cheguei em décimo na corrida 2 sem ultrapassar ninguém — apenas porque cinco carros quebraram na minha frente.”
O piloto reforçou que o problema vai além das equipes e dos mecânicos, atingindo toda a estrutura técnica da Stock Car:
“Os dados mostram que meu motor é mais lento, mas a Audace diz que está tudo normal. Se até eles não entendem o problema, fica impossível para nós solucionarmos. A confusão técnica atrapalha todo o grid.”
Com o campeonato entrando em sua reta final, Baptista espera que as falhas sirvam de lição para 2026.
“A categoria precisa reagir. A Stock Car é grande demais para viver algo assim. A melhora existe, mas ainda é muito pequena para o tamanho do problema.”
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