A trajetória de David Coulthard na Fórmula 1 está intrinsecamente ligada a um dos momentos mais sombrios e transformadores da categoria. Em recente participação no The Red Flags Podcast, o ex-piloto relembrou os detalhes de como assumiu o assento da Williams após a trágica morte de Ayrton Senna no GP de San Marino de 1994.
O aval silencioso de um mestre
Embora Coulthard tenha sido o escolhido para substituir o tricampeão, ele revelou que sua oportunidade não surgiu apenas pela vacância do cargo, mas por uma recomendação direta do próprio Senna antes do acidente. Segundo relatos de Julian Jakobi (empresário de Ayrton na época), o brasileiro observava atentamente o trabalho de Coulthard como piloto de testes.
Senna teria dito a Frank Williams que o jovem escocês merecia uma chance real no grid. “Se ele achasse que eu era um idiota, eu nunca teria visto a luz de uma pista de corrida como piloto de F1”, confessou Coulthard, destacando que as palavras de Ayrton deram a confiança necessária para a equipe apostar em um novato inexperiente em vez de veteranos disponíveis.
A liderança de Senna além das pistas
Além do talento técnico, Coulthard destacou a capacidade magnética de Senna em unir as equipes por onde passou — Toleman, Lotus, McLaren e Williams. Ele relembrou como o brasileiro se interessava genuinamente por cada membro do time, eliminando políticas internas e mantendo o foco absoluto na vitória.
Para o escocês, o legado de Senna transcende números. Mesmo com recordes superados por nomes como Hamilton e Verstappen, a “elegância e classe” de Ayrton o mantêm como a figura mais icônica do esporte. “Considero um dos grandes privilégios da minha vida ter trabalhado com nomes como Senna, Prost e Mansell”, concluiu.
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