Jon Armstrong descreveu o Safari Rally do Quênia como o maior desafio de sua carreira na categoria Rally1, após completar a prova ao lado do navegador Shane Byrne no início deste mês. Estreando em solo africano com o Puma Rally1 da M-Sport Ford, a dupla conseguiu concluir todas as especiais sem recorrer ao reinício, mesmo enfrentando furos de pneu, danos na suspensão e alertas de temperatura do motor — dificuldades que afetaram diversas equipes ao longo do evento.
Para Armstrong, o resultado final não refletiu totalmente a complexidade da prova. As estradas do Quênia, conhecidas por sua imprevisibilidade, alternavam entre trechos com lama profunda e água acumulada e outros completamente secos e abrasivos, exigindo adaptação constante do início ao fim.
“O evento foi um pouco complicado para nós. É claramente um dos mais exigentes por causa do clima — muita lama, áreas alagadas — e, ao mesmo tempo, trechos totalmente secos. Essa variedade é um grande desafio”, comentou o piloto.
O começo foi promissor. Na manhã de sexta-feira, Armstrong chegou a ocupar a oitava colocação geral e registrou um tempo entre os cinco melhores em uma das especiais, demonstrando evolução e confiança. No entanto, um furo de pneu na SS8 e um impacto na SS9 comprometeram o desempenho, causando danos na suspensão traseira direita e resultando em uma perda superior a 20 minutos.
“Não tivemos uma prova limpa, o que é uma pena. Se tivéssemos evitado esses problemas, acredito que poderíamos alcançar um resultado muito sólido”, avaliou Armstrong. “Mas faz parte do esporte. Ainda assim, aprendemos muito e completamos todos os quilômetros sem usar o Super Rally, o que é importante após enfrentar dificuldades. Também tivemos ótimos tempos em algumas especiais, então estamos satisfeitos com nosso ritmo após três ralis.”
A velocidade voltou a aparecer no sábado, quando Armstrong marcou o segundo melhor tempo na especial Sleeping Warrior, evidenciando o potencial da dupla mesmo diante dos contratempos e garantindo um momento de destaque em um fim de semana exigente.
O Safari Rally reforçou, mais uma vez, sua reputação como o teste definitivo de resistência no Campeonato Mundial de Rally. Para Armstrong, esse nível de exigência é justamente o que torna a prova tão valiosa.
“Não acho que estamos exigindo demais do homem ou da máquina. Os carros Rally1 são bastante adaptáveis a esse tipo de terreno. Hoje temos recursos como snorkels, mas ainda assim é o teste máximo para o equipamento”, explicou. “Os carros são tão bons atualmente que raramente apresentam problemas, mesmo em ralis difíceis. Por isso, é importante que as equipes sejam desafiadas, garantindo que estejam preparadas para superar qualquer condição e levar os carros até o fim.”
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