Em 8 de outubro de 2000, Michael Schumacher escreveu um dos capítulos mais marcantes da história da Ferrari e da Fórmula 1. Naquele dia, o alemão venceu o GP do Japão em Suzuka e encerrou um jejum de 21 anos sem títulos de pilotos para a Scuderia, o último havia sido com Jody Scheckter, em 1979.
Schumacher, que já havia batido na trave em 1997 e 1998 contra Jacques Villeneuve e Mika Häkkinen, finalmente levou a equipe italiana de volta ao topo. A conquista também coroou uma temporada de reviravoltas e o início de uma era de domínio absoluto na F1.
Com 31 anos, Schumacher começou a temporada de 2000 com um novo companheiro: Rubens Barrichello, então com 28. O brasileiro assumiu um papel de apoio, mas encarou o desafio com bom humor.
“Sou o segundo piloto, mas na verdade é mais um 1B”, brincou Barrichello ao chegar à equipe.
O alemão mostrou logo nas primeiras corridas que estava determinado. Venceu as três provas iniciais do ano e consolidou a Ferrari como favorita ao título. Porém, uma sequência de abandonos no meio da temporada reacendeu a rivalidade com Häkkinen, bicampeão pela McLaren.
Antes da penúltima etapa, Schumacher tinha oito pontos de vantagem sobre o finlandês. Em uma classificação eletrizante, ele cravou a pole com apenas 0s009 de diferença: 1min35s825 contra 1min35s834 de Häkkinen.
Na corrida, o piloto da McLaren largou melhor e assumiu a ponta, mantendo uma vantagem de poucos segundos até os pitstops. O duelo foi decidido na segunda parada nos boxes, quando Schumacher parou três voltas depois e voltou à frente do rival, graças a uma estratégia perfeita da Ferrari.
“Nunca vou esquecer a voz do Ross Brawn no rádio dizendo: ‘Está tudo bem, está muito bom’. Foi o momento em que percebi que o título estava nas minhas mãos”, relembrou Schumacher anos depois.
A partir daí, o alemão controlou o ritmo e cruzou a linha de chegada 1,8 segundo à frente de Häkkinen, conquistando o terceiro título mundial da carreira e o primeiro da Ferrari desde 1979.
“Quando cruzei a linha, foi uma loucura. Eu queria explodir de alegria, bati no volante com tanta força que acharam que tinha quebrado”, contou Schumacher em depoimentos posteriores.
A vitória em Suzuka marcou o início de uma sequência histórica: cinco títulos consecutivos (2000–2004), um feito até hoje inigualado.
“Aquela corrida foi uma das melhores da minha vida. Mika foi fantástico, e nós andamos no limite por mais de 40 voltas. Foi realmente de altíssimo nível”, afirmou o alemão, reconhecendo o rival.
O feito de 2000 não apenas coroou Schumacher, mas também restaurou o prestígio da Ferrari, transformando a equipe em sinônimo de excelência e domínio na Fórmula 1 moderna.
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