Romain Grosjean está oficialmente de volta ao grid da Indy em 2026. Defendendo as cores da Dale Coyne Racing, equipe que marcou sua estreia na categoria americana, o piloto francês encerrou a pré-temporada satisfeito com o desempenho do equipamento e animado para o início do campeonato.
Em participação no podcast Off Track, Grosjean detalhou os motivos que o levaram a retornar ao time de Dale Coyne e aproveitou para elogiar seu novo parceiro de equipe, o jovem Dennis Hauger.
“É um campeonato que eu adoro e onde me divirto muito. Dale é uma pessoa que eu amo e estou feliz por estar de volta a uma boa estrutura. Dennis Hauger é um jovem muito rápido e quero aproveitar ao máximo meus últimos anos em monopostos”, afirmou o veterano.
Grosjean relembrou o teste realizado com a Haas em 2025, seu primeiro contato com um carro de Fórmula 1 desde o grave acidente sofrido no Bahrein em 2020. Ao comparar as duas máquinas, o francês destacou que, embora a F1 seja o auge tecnológico, o bólido da Indy oferece uma experiência de pilotagem superior em certos aspectos.
“A maior diferença é que na F1 você se concentra em não derrapar de jeito nenhum e acelerar bem cedo para conseguir uma boa saída de curva. São mil cavalos de potência te impulsionando. Na Indy, é um pouco mais sobre ‘brigar’ com o carro para acelerar na saída da curva, essa é a essência”, analisou Grosjean.
O piloto foi além e afirmou que, em trechos específicos, a Indy supera a categoria máxima do automobilismo mundial.
“O que mais gosto aqui é a capacidade do carro em fazer curvas de baixa em circuitos de rua, graças aos amortecedores e à aderência que temos. Se pegarmos a última curva de Mônaco como exemplo, um carro da Indy seria mais rápido que um de F1 ali”, completou.
Preocupação com o futuro da Fórmula 1 em 2026
Sobre as profundas mudanças técnicas que a Fórmula 1 enfrentará a partir da próxima temporada, Grosjean admitiu ter algumas ressalvas, especialmente sobre como o novo regulamento afetará a dinâmica das disputas na pista.
“Teremos de ver a primeira corrida, mas acredito que as equipes vão se adaptar. Acho que a beleza está na possível mudança da ordem de forças, o que pode gerar muita ação. Mas será o suficiente? Essa é a grande pergunta”, concluiu o francês.
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