Johnny Herbert destacou a aceleração e o nível de exigência do novo carro Gen4 da Fórmula E após pilotar o modelo em testes iniciais. Segundo o ex-piloto de Fórmula 1, o futuro carro da categoria elétrica coloca os pilotos no limite e representa um salto claro em relação ao Gen3 Evo, que será aposentado ao fim da atual temporada.
Embaixador global da Lola, Herbert participou de um shakedown do Gen4 no Aeródromo de Abingdon, na Inglaterra, depois de já ter guiado o Gen3 Evo no Festival de Velocidade de Goodwood, em 2024. A Fórmula E trabalha para introduzir o novo modelo em 2026, com potência de 600 kW — o equivalente a mais de 815 cv — e tração integral permanente.
Para Herbert, o Gen4 também marca uma mudança visual importante na categoria, com um conceito mais próximo de um monoposto tradicional. O britânico destacou que a sensação ao volante foi positiva desde os primeiros metros e o comportamento em pista coloca o Gen4 como o carro mais desafiador já produzido pela Fórmula E.
“Visualmente, é muito legal, parece um carro de corrida de verdade. É mais robusto e até preciso de um pequeno apoio para entrar no cockpit”, contou em entrevista ao portal neerlandês RacingNews365.
“Quando pilotei o carro em Abingdon, tudo parecia certo. A sensação por baixo era muito firme, tudo muito bem ajustado. E quando os 600 kW entram pelo acelerador, a aceleração é fenomenal e coloca um sorriso enorme no rosto. Vai testar os pilotos ao máximo, e é isso que um carro de corrida precisa fazer. É o carro que finalmente faz a Fórmula E ganhar vida de verdade”, explicou.
Além do novo chassi, a Fórmula E também estreia um novo fornecedor de pneus a partir da próxima temporada. A Bridgestone substituirá a Hankook. Os compostos já vêm recebendo elogios, especialmente o modelo ‘Typhoon’, voltado para condições de chuva intensa.
Herbert apontou justamente o nível de aderência como um dos principais diferenciais percebidos no teste, além da evolução aerodinâmica e da tração integral permanente. Para o ex-F1, a estabilidade extra proporcionada pela tração nas quatro rodas aumenta a conexão entre piloto e carro.
“O maior destaque foi o comportamento do carro. É muito mais firme do que o Gen3 Evo, e a aerodinâmica ajuda bastante. Os pneus da Bridgestone fazem muita diferença, e tudo parece mais integrado. Você se sente mais ligado ao carro, mais em sintonia com o que está acontecendo”, explicou.
“Isso, somado à aceleração absurda e ao nível de aderência, vai ser muito interessante em pistas como Mônaco. Visualmente, o impacto vai ser enorme, porque em curvas lentas esses carros vão ser muito rápidos nas ruas de Mônaco”, finalizou.
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