A Jaguar esclareceu a decisão que impediu Mitch Evans de atacar António Félix da Costa na volta final do eP de Madri da Fórmula E, disputado no sábado (21), no Circuito de Jarama. Segundo o chefe da equipe, Ian James, a orientação teve como objetivo preservar a dobradinha e evitar qualquer risco desnecessário nos metros finais da prova.
A estratégia da equipe foi distinta para cada piloto desde a largada. Félix da Costa partiu da terceira posição e se manteve na disputa direta pelas primeiras colocações, enquanto Evans, que saiu apenas em 16º, adotou um plano focado em economia de energia para atacar na parte final da corrida. A combinação funcionou, colocando os dois carros da Jaguar nas duas primeiras posições nas voltas decisivas.
Com mais energia disponível, Evans pressionou o companheiro de equipe no último giro e parecia ter condições de disputar a vitória. No entanto, diante da proximidade entre os carros e da ameaça de adversários logo atrás, a Jaguar optou por congelar as posições.
Ian James explicou que a natureza imprevisível da Fórmula E exige decisões rápidas e baseadas no contexto da corrida, sem regras fixas para todos os cenários.
“Não é possível criar uma regra que sirva para todas as situações. É preciso simplificar e agir de acordo com o momento. Já aprendi no passado que complicar demais esse tipo de decisão pode trazer problemas”, afirmou ao portal Formula E Notebook.
“Naquele ponto, nossa prioridade era reduzir o risco de um toque entre os dois carros. Pedimos para manterem posição no fim da prova. Pode ser difícil, mas foi a escolha certa. No debrief, ambos reconheceram que a decisão foi correta e disseram que estavam confortáveis com isso.”
O dirigente também destacou que a transparência é essencial em situações desse tipo.
“Essas conversas fazem parte da construção ao longo da temporada. Desde que haja clareza nas decisões, a equipe funciona bem.”
Sobre a reação mais intensa de Evans pelo rádio, James afirmou que já esperava uma resposta emocional no calor da disputa.
“Eu já esperava essa reação. Durante a corrida, a adrenalina fala mais alto. Mas, depois que tudo se acalma, as coisas voltam ao normal. O mais importante foi a postura dele após a prova — extremamente profissional. Estamos em uma posição muito sólida como equipe.”
Com a dobradinha em Madri, a Jaguar reforça sua candidatura ao título na temporada 2025/26 da Fórmula E.
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