Felipe Drugovich desembarca na capital mexicana com otimismo, mas mantém os pés no chão ao projetar a segunda etapa da temporada 2025/26 da Fórmula E. Depois de exibir um ritmo de corrida impressionante na abertura do campeonato, em São Paulo, o piloto da Andretti ressaltou a qualidade do equipamento, embora tenha alertado para a volatilidade da categoria elétrica, onde a hierarquia das equipes pode mudar drasticamente entre uma prova e outra.
No eP de São Paulo, Drugovich protagonizou uma grande recuperação, saindo da 17ª posição para brigar diretamente pelo pódio. No entanto, o resultado final foi comprometido por um incidente nas voltas finais que atrapalhou sua estratégia de Modo Ataque e por uma punição após ultrapassar Nick Cassidy sob bandeira amarela, o que o derrubou para o 12º lugar. Apesar do revés, o desempenho deixou o brasileiro satisfeito com o potencial da equipe americana.
“Vimos em São Paulo que o carro é muito bom e que temos um belo potencial para esta etapa e para toda a temporada. Porém, a Fórmula E muda muito de uma corrida para outra e, por isso, temos de nos manter com os pés no chão”, ponderou o paranaense.
Um dos pontos de atenção para o fim de semana é a adaptação ao circuito. Embora Drugovich já conheça o Autódromo Hermanos Rodríguez por ter participado de um treino livre de Fórmula 1 com a Aston Martin, ele lembrou que a configuração usada pela Fórmula E é distinta e bem mais curta, exigindo um foco total nos treinos livres.
“Pilotei o carro da Aston Martin em um treino para o GP da Cidade do México e estou feliz por estar de volta, agora competindo. A Fórmula E usará apenas uma curva do circuito em que treinei, então será um traçado bem diferente e muito menor. Terei de otimizar bem ambos os treinos para me adaptar rapidamente”, explicou o piloto.
Para a corrida deste sábado, Drugovich acredita que a estratégia será diferente da adotada no Brasil. Se em Interlagos foi possível escalar o pelotão, no México a dificuldade de realizar ultrapassagens deve tornar a sessão classificatória o momento mais crítico do evento. Em São Paulo, um erro no qualifying o forçou a largar no fundo do grid, algo que ele espera evitar desta vez.
“Será uma corrida mais dependente da classificação em comparação com São Paulo, onde larguei atrás e pude ganhar várias posições para terminar mais à frente. No México é mais difícil de ultrapassar, então espero ter um bom carro também na classificação”, concluiu Felipe.
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