A Fórmula E confirmou nesta quinta-feira (19) a saída da DS Automobiles ao término da temporada 2025/26. Em comunicado oficial, a marca do Grupo Stellantis justificou a decisão por uma reorientação estratégica, tanto esportiva quanto tecnológica, com o foco se voltando agora para a SailGP, competição internacional de vela. A equipe Penske, que detém a vaga no campeonato e opera com trens de força da marca francesa, ainda não se pronunciou sobre seus próximos passos.
A saída encerra um ciclo de mais de uma década na categoria elétrica. Desde sua estreia na segunda temporada, em 2015/16, a DS acumulou um dos currículos mais expressivos da Fórmula E: quatro títulos, 18 vitórias, 55 pódios e 26 pole-positions em 142 corridas disputadas até o momento.
A trajetória da marca passou por diferentes fases. Inicialmente, a DS ingressou no campeonato como fornecedora de trens de força da então Virgin Racing — atual Envision —, parceria que durou até o fim da temporada 2017/18. Em seguida, firmou aliança com a Techeetah, equipe com a qual viveu seus melhores momentos: os títulos de Jean-Éric Vergne em 2018/19 e de António Félix da Costa em 2019/20, além de dois Mundiais de Equipes. Após quatro temporadas juntos, a DS migrou para a parceria com a Penske, que se mantém até hoje.
A decisão não surpreende o paddock. Nos últimos anos, a Stellantis vem reorganizando sua presença na Fórmula E. Até a temporada passada, o grupo mantinha duas parcerias distintas no grid: a DS Penske e a Maserati, vinculada ao Monaco Sports Group (MSG). Insatisfeita com a falta de competitividade do time italiano — reflexo da crise financeira do MSG —, a Stellantis assumiu a vaga e substituiu a marca italiana pela Citroën já na edição atual.
Paralelamente, o grupo segue em movimento para ampliar sua influência no campeonato, buscando trazer a Opel como 12ª equipe a partir da temporada 2026/27, que marcará a estreia dos carros Gen4.
Com a saída da DS, o futuro da Penske na Fórmula E permanece incerto. Na era Gen2, ainda sob o nome Dragon, o time americano competiu com trens de força próprios, desenvolvidos em parceria com a Magneti Marelli. Segundo o portal The Race, a empresa-mãe construiu uma sede em Witney, na Inglaterra, em movimento interpretado como preparação para retornar como montadora independente. A contratação de Phil Charles, ex-diretor técnico da Jaguar, em 2023, também foi lida como um passo nessa direção.
No entanto, diante da proximidade do início do próximo ciclo e da ausência de um compromisso oficial como montadora, a independência técnica parece improvável no curto prazo. Nesse cenário, um acordo de fornecimento com a Mahindra surge como a alternativa mais viável para a continuidade da Penske na categoria.
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