A Fórmula E mantém tratativas avançadas com a BYD para uma futura entrada no campeonato. A confirmação foi feita por Jeff Dodds, CEO da categoria, que revelou que o diálogo com a fabricante chinesa acontece “há bastante tempo”, embora ainda não haja qualquer anúncio oficial de participação.
A movimentação da BYD já vinha chamando atenção no paddock. No eP da Cidade do México, a marca contou com um camarote próprio, estratégia que vem se repetindo em outras etapas, além de exibir seu nome em diversas áreas do evento. O pacote de ativações reforçou a percepção de que a empresa está se aproximando da Fórmula E com intenções claras de, em algum momento, integrar o grid.
Em entrevista ao RacingNews365, Dodds enfatizou o peso estratégico da BYD para o futuro da categoria, sobretudo pela força do mercado chinês de veículos elétricos.
“Não é segredo que estamos conversando com a BYD há muito tempo. Eles seriam uma entrada enorme para o campeonato. O fato de estarem aqui, mostrando interesse e ocupando um espaço no paddock, é um sinal muito positivo para a Fórmula E”, declarou o dirigente.
A Fórmula E já possui provas na China, com etapas em Xangai e o retorno a Sanya, o que aumenta a pressão natural por uma montadora chinesa e, eventualmente, um piloto do país no grid.
Apesar do interesse mútuo, Dodds reconhece que a chegada da BYD como fabricante plena já no início da Gen4 não é simples. A próxima geração de carros conta com seis montadoras confirmadas, que já participam do programa de desenvolvimento técnico, limitando o número de vagas disponíveis para novos fornecedores de trem de força.
Uma alternativa estudada seria repetir o modelo de entrada adotado por marcas como a Cupra, que chegou à Fórmula E associada a uma estrutura já existente — no caso, a antiga Abt, que cedeu lugar à atual Lola Yamaha.
“Existem diferentes caminhos para entrar no campeonato. As fabricantes podem participar como marcas associadas e fazer um ótimo trabalho dessa forma. Cupra é um exemplo excepcional, assim como a McLaren foi”, explicou Dodds.
No caso de uma entrada como fabricante completa de unidades de potência, o CEO considera que o momento mais realista seria na metade do ciclo da Gen4, quando o regulamento já estiver consolidado e houver espaço para revisar o quadro de participantes.
“Se a ideia for entrar como fabricante pleno, provavelmente o meio da Gen4 é o momento mais viável”, completou.
As negociações com a BYD ganham ainda mais relevância após a perda da última equipe com bandeira chinesa no fim da temporada 2023/24. A antiga ERT deixou de existir e deu lugar à Cupra Kiro, que passou a utilizar trens de força Porsche, encerrando uma presença que vinha desde os tempos de China Racing, NextEV e NIO.
Uma eventual entrada da BYD, portanto, não apenas reforçaria o vínculo da Fórmula E com um dos maiores mercados de carros elétricos do mundo, como também recolocaria a China em destaque no grid da categoria.
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