A Fórmula E estuda mudanças significativas no traçado de Jedá para acompanhar a estreia dos carros da Gen4 na temporada 2026/27. A categoria negocia com as autoridades da Arábia Saudita a adoção de uma configuração mais longa do Circuito de Corniche, além de avaliar um possível aumento nas ativações do Pit Boost na etapa saudita.
A informação foi confirmada pelo cofundador e diretor esportivo da Fórmula E, Alberto Longo, e pelo CEO da categoria, Jeff Dodds, que detalharam os estudos em andamento.
Atualmente, desde a mudança para Jedá em 2025, a Fórmula E utiliza um traçado encurtado, de aproximadamente 3 km, que reaproveita a reta principal e as curvas 1 a 3 do circuito da Fórmula 1, mas logo desvia para uma seção mais travada, com um hairpin e quatro chicanes artificiais. Esses elementos foram criados para gerar zonas de frenagem intensa e favorecer a regeneração de energia na era Gen3 Evo.
Com a chegada da Gen4, que terá 600 kW de potência (cerca de 816 cv) e poderá alcançar velocidades próximas a 320 km/h, a Fórmula E entende que o layout atual pode restringir o potencial dos novos carros. A utilização do traçado completo de 6,17 km não é vista como viável no curto prazo, e, por isso, a principal alternativa em estudo é uma configuração híbrida, incorporando trechos mais rápidos e fluídos do desenho original da Corniche.
“Estamos fazendo simulações. Não vamos usar o mesmo traçado atual, mas também não sei se será o circuito completo. Provavelmente algo no meio”, explicou Alberto Longo, diretor esportivo da categoria.
O CEO Jeff Dodds reforçou que a Gen4 exige um ambiente diferente daquele usado atualmente. Segundo ele, os novos carros pedem traçados mais longos, e o caso de Miami foi citado como exemplo de circuito que também deve receber ajustes para evitar voltas excessivamente curtas.
“Esse carro é um verdadeiro animal. Se queremos que o público veja a Gen4 acima de 300 km/h e mostrando todo o potencial, precisamos de uma versão um pouco diferente do circuito. Vimos isso em Miami também, com voltas abaixo de 1min. Precisamos de uma pista com voltas em torno de 1min10 ou 1min20”, afirmou Dodds.
Entre os pilotos, um dos temas mais comentados é justamente o excesso de chicanes artificiais no traçado atual de Jedá. Embora sejam fundamentais para garantir a regeneração de energia com os carros da Gen3 Evo, elas acabam quebrando o ritmo de um circuito que, por natureza, é conhecido por ser rápido e fluido.
Dodds reconhece que o equilíbrio entre estratégia energética e espetáculo esportivo é delicado. Ele cita o Pit Boost como uma ferramenta-chave para permitir corridas mais longas e, ao mesmo tempo, abrir espaço para layouts menos truncados, com menos chicanes e maior ênfase no desempenho puro dos novos carros.
“Precisamos permitir regeneração, porque queremos que os carros corram por mais tempo. Por outro lado, temos de permitir que os pilotos mostrem o quão rápidos são os novos modelos”, explicou o CEO.
“A grande vantagem que temos é o Pit Boost. Se quisermos, podemos introduzir duas ativações e ter uma corrida mais longa, remover as chicanes e deixar o potencial dos carros fluir. Mas nossa equipe está trabalhando neste processo para ajustarmos o calendário da próxima temporada”, concluiu Dodds.
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