O piloto português António Félix da Costa não poupou palavras ao comentar a resistência de parte do grid da F1 ao novo regulamento técnico de 2026. Para o atual representante da Jaguar na Fórmula E, a categoria máxima do automobilismo precisa refletir as transformações do mercado global e as exigências das grandes fabricantes que financiam o esporte.
A polêmica ganhou força durante os testes de pré-temporada no Bahrein, onde pilotos como Max Verstappen criticaram a dependência excessiva da parte elétrica e a necessidade de uma gestão de energia constante. Para os críticos, o “purismo” das corridas estaria sendo sacrificado em prol da tecnologia híbrida.
Da Costa argumenta que a sobrevivência da Fórmula 1 depende diretamente do interesse comercial de marcas como Mercedes, Ferrari e McLaren. Segundo ele, essas empresas utilizam as pistas como vitrine para as tecnologias que vendem nas ruas.
“A situação é muito simples. Quem paga a conta são as marcas. Se elas vendem carros 100% elétricos ou híbridos, não podem competir com um veículo que não utilize essa tecnologia. A F1 lidera o que a mobilidade faz no dia a dia das pessoas; ela precisa ser um reflexo do futuro”, afirmou o português.
Ao comparar a transição atual com mudanças históricas, como o fim do reabastecimento, Félix da Costa destacou que a busca por eficiência é um caminho sem volta. Ele traçou um paralelo com a própria evolução da Fórmula E, que eliminou a necessidade de troca de carros durante a prova graças ao avanço das baterias.
“Eu também gosto de motores V10 e V12, mas eles não são mais fabricados nem vendidos. São motores da ‘Idade da Pedra’. Trata-se de uma evolução natural e os pilotos terão de se adaptar”, pontuou.
Em tom incisivo, Da Costa encerrou sua análise reforçando que o papel do piloto profissional é extrair o máximo do equipamento fornecido, independentemente da tecnologia empregada. Para ele, a reclamação excessiva ignora a realidade financeira e estratégica do esporte a motor moderno.
“Quem paga as contas são as marcas, e os pilotos têm de se adaptar. Se não gostam, fiquem em casa”, concluiu de forma categórica.
As declarações de Félix da Costa colocam em evidência o choque de gerações e visões na Fórmula 1, opondo o desejo por uma pilotagem “raiz” à necessidade de inovação sustentável exigida pelos parceiros comerciais da categoria.
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