Em meio a um clima de tensão no GP do Japão, Toto Wolff adotou uma postura polêmica ao defender o atual regulamento da F1. Enquanto a maioria do grid expressava preocupação com a segurança e a artificialidade das disputas, Wolff classificou a dinâmica de 2026 como “corrida pura”, minimizando os riscos evidenciados em Suzuka.
A declaração ocorre após o violento acidente de Oliver Bearman, que sofreu um impacto de 50G ao tentar desviar de Franco Colapinto. O piloto da Alpine estava significativamente mais lento devido ao gerenciamento de energia, uma característica central dos novos motores que tem gerado grandes diferenças de velocidade em trechos de alta.
Divergência entre as equipes
Enquanto pilotos como Max Verstappen, Lando Norris e Oscar Piastri criticam o “efeito ioiô” e a falta de controle sobre a potência elétrica, Wolff foca no aumento das ultrapassagens. Para o dirigente, a estratégia de recarregar a bateria para atacar no momento certo traz um novo nível de emoção ao esporte.
“A Fórmula 1 está evoluindo para a corrida pura. Ver um piloto gerindo a energia enquanto o outro ataca é emocionante. Talvez alguns prefiram as regras antigas, onde quase não víamos ultrapassagens em Suzuka”, afirmou Wolff.
O austríaco foi além, direcionando críticas aos que questionam o formato atual: “Apenas os conservadores, os tradicionalistas e aqueles que vivem no passado podem não gostar do que estamos vendo hoje”.
Segurança em xeque
A visão de Wolff, no entanto, ignora o alerta dado por Ayao Komatsu, chefe da Haas, que afirmou que o acidente de Bearman “poderia ter sido muito pior”. A diferença de 45 km/h entre os carros no momento da colisão reacendeu o debate sobre a periculosidade de ter veículos em ritmos tão distintos na mesma pista.
Com a Mercedes liderando o Mundial de Construtores com 100% de aproveitamento, a satisfação da equipe alemã com as regras é evidente. Apesar disso, Wolff admitiu que ajustes são necessários, especialmente no formato de classificação, tema que será discutido em uma reunião da FIA em Londres, no dia 9 de abril.
O silêncio do paddock
Ao questionar a imprensa se alguém poderia reclamar da “beleza das corridas”, Wolff obteve apenas o silêncio como resposta. O episódio reforça o isolamento da Mercedes na defesa ferrenha de um regulamento que, para muitos, prioriza o espetáculo visual em detrimento da segurança e da essência técnica da pilotagem.
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