A F1 confirmou mudanças importantes para o GP do Japão em 2026. O tradicional circuito de Suzuka contará com uma nova zona de aerodinâmica ativa no trecho entre a saída da Spoon e a aproximação da 130R, uma das curvas mais emblemáticas e desafiadoras do calendário. A decisão da FIA visa adaptar a pista às demandas técnicas dos novos carros da categoria.
Historicamente, Suzuka sempre teve uso restrito do DRS, normalmente limitado à reta principal. Isso ocorre por razões de segurança, já que muitas das áreas de alta velocidade estão associadas a curvas rápidas ou pontos de frenagem exigentes — cenários em que manter o aerofólio aberto poderia aumentar os riscos.
Um exemplo recente reforça essa cautela: em 2025, Jack Doohan sofreu um forte acidente ao tentar contornar a curva 1 com o DRS acionado. O episódio evidenciou os perigos de utilizar asas abertas em trechos técnicos do traçado japonês.
No entanto, os carros de 2026 trazem uma nova realidade. Com maior dependência da parte elétrica da unidade de potência e foco na eficiência energética, os monopostos precisam rodar o máximo possível com as asas abertas para reduzir o arrasto e economizar energia. Diante disso, a FIA autorizou o uso da aerodinâmica ativa no trecho que liga a Spoon à 130R — um dos setores mais velozes da pista.
Ainda assim, a asa deverá retornar à configuração fechada antes da entrada na 130R, garantindo carga aerodinâmica suficiente para enfrentar a curva com segurança. Vale lembrar que os carros da nova geração não atingem as mesmas velocidades máximas do ciclo técnico anterior, o que também influenciou a decisão.
A federação poderia ter ampliado ainda mais o uso da aerodinâmica ativa, como no trecho entre as curvas 11 e 13. No entanto, esse setor não é totalmente reto e apresenta mudanças de direção significativas. Situação semelhante em Albert Park gerou reclamações de pilotos sobre perda de aderência dianteira com a asa aberta, provocando instabilidade e deslizamentos.
Pelo mesmo motivo, a FIA evitou mudanças nos setores entre as curvas 9 e 11, onde há frenagens fortes após trechos de alta velocidade, combinação que exige máxima estabilidade aerodinâmica.
Em termos estratégicos, a gestão de energia será determinante em Suzuka. O primeiro setor, com sua sequência longa de curvas, deve ser utilizado por muitas equipes como área de regeneração e economia de bateria, aproveitando acelerações parciais para otimizar o trabalho do MGU-K. Já nos setores dois e três, especialmente nas retas mais extensas, os pilotos poderão liberar mais potência elétrica.
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