Carlos Sainz fez um apelo à FIA e à Formula One Management (FOM) para que adotem uma postura flexível em relação ao novo regulamento técnico da F1. Após o encerramento da pré-temporada no Bahrein, o espanhol argumentou que ajustes pontuais podem ser fundamentais para o sucesso da categoria em 2026.
Com o fim dos testes em Sakhir, o foco do grid se volta para o GP da Austrália, que abre o campeonato no dia 8 de março. O grande desafio reside na adaptação às novas unidades de potência, que dividem a força de forma equilibrada entre o motor a combustão e o sistema elétrico.
Questionado sobre o impacto da gestão de energia no circuito de Melbourne, Sainz admitiu que a complexidade será alta e que o esporte precisa estar pronto para recalcular rotas se necessário.
“Acho que será muito desafiador, com certeza. Minha mensagem para a FOM e a FIA é que, neste início de ano, precisamos manter a mente aberta, caso as regulamentações que criamos sejam um pouco exageradas quanto à quantidade de recuperação ou liberação de energia durante uma volta”, afirmou o piloto.
Para Sainz, o comportamento dos carros no Bahrein pode não refletir a realidade de pistas mais velozes ou que exigem maior consumo energético. Ele teme que o excesso de gerenciamento prejudique a competitividade em determinados traçados.
“Pistas como Melbourne ou potencialmente Jedá podem exigir mais energia. Talvez precisemos ajustar um pouco os regulamentos. Mesmo aqui no Bahrein, ainda não acho que a situação esteja totalmente aceitável com o que vimos até agora”, alertou o espanhol.
O piloto da Williams reconheceu que a tarefa das entidades organizadoras é complexa, dado o salto tecnológico e a dificuldade de prever o nível de downforce e eficiência que cada equipe alcançaria com as novas regras. No entanto, ele reforça que o foco deve ser a qualidade das corridas.
“Ninguém conseguiria prever exatamente o nível de liberação de energia que as equipes apresentariam. Peço apenas que permaneçamos flexíveis para fazer pequenos ajustes ou adaptações que melhorem a categoria e o espetáculo, em vez de nos comprometermos com um nível rígido de gerenciamento de energia”, concluiu Sainz.
A expectativa agora gira em torno da primeira prova oficial, que servirá como o termômetro definitivo para saber se a FIA precisará intervir nas unidades de potência para equilibrar a performance ao longo das voltas.
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