A F1 encerrou a semana de testes privados em Barcelona, e os pilotos tiveram a oportunidade de formar as primeiras impressões sobre os novos carros e motores. Oliver Bearman não ficou totalmente satisfeito com o que experimentou e criticou a gestão de energia, que será um dos principais fatores ao longo da temporada 2026. O britânico admitiu incômodo com o gerenciamento e o classificou como “um pouco triste”.
Em 2026, os carros da F1 são menores, mais leves e contam com uma nova aerodinâmica. As unidades de potência, por sua vez, são abastecidas com combustíveis sustentáveis e possuem 50% da potência proveniente da parte elétrica. Além disso, os pilotos têm à disposição os modos boost, ultrapassagem e recarga.
As unidades de potência agora apresentam três vezes mais energia elétrica do que as utilizadas até 2025, chegando a 350 kW em vez dos 120 kW anteriores.
Apesar de ter enfrentado problemas em um dos dias de testes, a Haas saiu de Barcelona com um saldo positivo: foram 386 voltas completadas, ficando atrás apenas de Mercedes e Ferrari entre as equipes que mais acumularam quilometragem. Bearman, que deu 148 giros, foi sincero ao falar sobre a gestão de energia nos carros de 2026.
“Barcelona é provavelmente um dos circuitos mais extremos com a bateria. É uma pista que exige mais energia e não tem muitas zonas de frenagem fortes, por isso é um pouco mais difícil recuperar a energia que precisamos”, declarou Oliver ao ser questionado sobre as primeiras impressões do novo regulamento.
“Diria que o melhor aspecto é que o carro está um pouco mais leve, parece um pouco mais ágil, mas você ainda tem uma quantidade incrível de downforce”, apontou.
“Nos últimos anos, tivemos a sorte de provavelmente ter um dos carros com maior downforce e melhor desempenho da história, então o novo regulamento sempre representaria um retrocesso. Mas ainda assim é impressionante, e este era apenas o carro de lançamento que estávamos usando em Barcelona; ainda há um longo caminho a percorrer para encontrar mais pressão aerodinâmica”, analisou.
“O que realmente incomoda é o gerenciamento de energia. É definitivamente mais do que estamos acostumados, mas isso é compreensível considerando a dependência da energia elétrica em comparação com a geração anterior, então é algo esperado”, admitiu.
“No entanto, sentir isso na realidade pela primeira vez é um pouco triste, mas acontece”, finalizou o piloto
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