A Audi deixou o GP do Japão de F1 com uma lição clara: é preciso corrigir urgentemente o sistema de largadas do carro. Após mais uma exibição competitiva na classificação, a equipe alemã viu suas chances de pontuar escorrerem pelos dedos logo nos primeiros metros da corrida em Suzuka, o que motivou uma cobrança pública da chefia e dos pilotos.
O cenário foi desanimador para o time. Gabriel Bortoleto, que partiu de uma excelente nona posição, despencou para 13º ainda na primeira volta. Nico Hülkenberg sofreu um revés ainda maior: largando em 13º, o veterano se viu na 19ª colocação após as curvas iniciais. Mesmo com um ritmo de prova honesto, Hülkenberg terminou em 11º, batendo na trave da zona de pontuação pela terceira vez no ano.
Problema crônico no projeto do carro
Diferente de outras equipes onde o erro pode ser atribuído ao piloto, na Audi o diagnóstico aponta para uma deficiência técnica do monoposto. Hülkenberg classificou a situação como “decepcionante e frustrante”, reforçando que a equipe precisa assumir as rédeas do problema.
Bortoleto seguiu a mesma linha, sugerindo que outras escuderias encontraram caminhos de desenvolvimento superiores para o momento da partida:
“Sabemos que largar tem sido terrível para nós. Algumas equipes trabalharam o carro de uma forma diferente para permitir partidas melhores. É um ponto onde precisamos evoluir”, afirmou o brasileiro.
Binotto busca soluções na pausa do calendário
Mattia Binotto, que lidera o projeto da Audi na Fórmula 1, admitiu que a falha não possui uma solução simples ou óbvia. Segundo o dirigente italiano, o início da temporada foi marcado por uma postura reativa, focada em resolver problemas de confiabilidade de uma equipe totalmente nova, o que deixou o desenvolvimento de performance em segundo plano.
“Não adianta nada classificar bem se perdermos tudo na largada. Resolver isso é nossa prioridade máxima. A pausa forçada no calendário, com o cancelamento de duas etapas, nos dará o tempo necessário para refletir e focar na otimização desse sistema antes de Miami”, explicou Binotto.
Apesar do otimismo por melhoras, Bortoleto mantém os pés no chão quanto ao prazo para uma solução definitiva. O piloto acredita que, embora seja possível progredir nas próximas semanas, alcançar o nível de eficiência de equipes como a Ferrari ainda é um objetivo de longo prazo.
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