A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) aprovou mudanças relevantes no Código Desportivo Internacional (ISC) durante a Assembleia Geral realizada no Uzbequistão. As alterações passam a valer a partir de 2026 e atingem tanto a F1 quanto os demais campeonatos sob chancela da entidade, reforçando o papel e o alcance de atuação dos comissários desportivos.
O ISC funciona como uma estrutura-base para todas as categorias, definindo os princípios gerais de competição, procedimentos disciplinares, tipos de infrações e punições, processos de investigação e audiências, poderes e deveres dos comissários e regras para aplicação dos regulamentos esportivos específicos de cada campeonato.
Uma das principais mudanças recai sobre o artigo 14, que trata do direito de revisão. Hoje, as equipes podem solicitar que a direção de prova e os comissários reavaliem uma decisão se apresentarem “informações novas, significativas e relevantes” que não estavam disponíveis no momento em que o veredito foi dado.
Um exemplo recente foi o GP dos Países Baixos, quando a Williams pediu revisão da punição de 10s e dos pontos na superlicença de Carlos Sainz após incidente com Liam Lawson. Com base em novos elementos, a FIA voltou atrás na decisão tomada em Zandvoort.
A partir de 2026, porém, o mecanismo não dependerá apenas da iniciativa das equipes. Segundo a FIA: “Foram feitas alterações para permitir que os comissários de pista que atuam nos Campeonatos Mundiais da FIA e nos campeonatos de Fórmula 2 e Fórmula 3 revisem as decisões por iniciativa própria se descobrirem um novo elemento significativo e relevante que não estava disponível para eles no momento em que tomaram a decisão.”
Ou seja, se surgirem novas evidências após o fim de um evento, os próprios comissários poderão reabrir o caso e corrigir possíveis erros, mesmo sem um protesto formal das partes envolvidas. O objetivo declarado é reduzir o número de decisões equivocadas e garantir maior coerência e justiça esportiva.
Outra mudança importante é a criação de um novo sistema de comissários, que permite a formação de um painel permanente para julgar casos fora de uma semana de evento.
Até agora, muitas decisões de maior peso acabavam adiadas até que os oficiais designados pudessem se reunir — na prática, isso ocorria geralmente apenas em fins de semana de corrida, atrasando o desfecho de investigações mais complexas.
Com o novo formato do Código Desportivo a FIA poderá nomear um painel de pelo menos cinco membros, todos com conhecimento comprovado sobre o campeonato em questão, capazes de deliberar a qualquer momento, inclusive durante períodos de férias da categoria.
As reuniões poderão ser realizadas por videoconferência ou presencialmente, dependendo da urgência e da complexidade do caso. Na prática, isso significa que processos disciplinares ou revisões de incidentes não precisarão mais esperar o próximo GP ou encontro físico de comissários, acelerando decisões e trazendo mais previsibilidade às equipes e pilotos.
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