A Ferrari enfrenta mais uma baixa significativa em sua estrutura técnica na F1. Após mudanças internas no setor de aerodinâmica e na gestão da academia de jovens pilotos, agora é o departamento de motores que sofre um duro golpe. Os engenheiros Wolff Zimmermann e Lars Schmidt estão de saída e devem reforçar a Audi a partir da temporada de 2026, ano de estreia da equipe alemã na categoria.
De acordo com informações divulgadas pelos italianos Autoracer e Corriere dello Sport, Zimmermann atuava na Ferrari há mais de uma década e, em 2023, assumiu a liderança no projeto do motor de 2026. Reconhecido por sua abordagem inovadora no desenvolvimento das unidades de potência, sua saída representa um momento crítico para a Scuderia, que seguirá com o trabalho sob a supervisão de Enrico Gualtieri, atual responsável pelo setor.
Já Lars Schmidt, engenheiro-chefe de desempenho do motor de combustão interna, também deve integrar o projeto da Audi. A contratação é estratégica, já que Schmidt tem longa experiência na F1 e foi colega de Mattia Binotto, hoje líder do programa da marca alemã, durante o período em que o suíço-italiano chefiava o departamento de motores em Maranello.
Com essas movimentações, a Audi dá um passo importante para estruturar seu time técnico, enquanto a Ferrari terá o desafio de reorganizar seu departamento de motores em um dos momentos mais delicados do ciclo de regulamentos da Fórmula 1.