O GP de Las Vegas marca o começo da última sequência tripla da temporada 2025 da F1, que seguirá para outras duas etapas até o encerramento em Abu Dhabi. Para essa “última volta” do calendário, várias equipes decidiram preparar visuais especiais, usando a corrida noturna nos Estados Unidos como palco para tributos e despedidas.
A Sauber batizou sua pintura especial de “Final Lap”, em alusão à reta final de sua trajetória como equipe na F1, já que a Audi assume o controle do time a partir de janeiro de 2026. A escuderia de Hinwil manteve a tradicional combinação de verde e preto, mas adotou um layout mais agressivo e simbólico.
O novo design traz elementos que remetem ao ritmo e ao desempenho da equipe ao longo dos anos. A bandeira quadriculada aparece estilizada pelas laterais do carro, como se estivesse em movimento no exato momento do aceno na linha de chegada.
Segundo a própria Sauber, os padrões quadriculados se fundem a texturas em carbono preto, destacadas pelo verde elétrico que é marca registrada da equipe. O resultado, de acordo com o time, é um visual “cinético e confiante”, pensado para combinar com o brilho neon de Las Vegas e transmitir a sensação de velocidade e modernidade.
Além do simbolismo visual, o contexto esportivo também é importante: a Sauber ainda disputa posições no pelotão intermediário contra Racing Bulls, Aston Martin e Haas. Com Gabriel Bortoleto e Nico Hülkenberg somando 62 pontos até aqui, a meta é reduzir a diferença para as rivais e tentar entrar na briga pela sexta colocação no Mundial de Construtores.
A Alpine escolheu homenagear um dos símbolos mais marcantes de Las Vegas: os cassinos. Para isso, a equipe transformou as calotas de suas rodas em fichas de apostas, reforçando o clima de jogo e entretenimento da cidade.
Para essa etapa, a escuderia francesa deixou de lado a faixa amarela do patrocinador Mercado Libre, que vinha aparecendo nos fins de semana de Austin, Cidade do México e São Paulo, e voltou a apostar nas cores originais: rosa e azul. O tom rosa ganhou ainda mais presença nas laterais, enquanto o logotipo da BWT aparece em azul sobre um fundo rosado, criando maior contraste e presença visual.

Já a Williams optou por uma mudança mais radical na paleta, ainda que sem abandonar completamente o azul. Para a corrida noturna em Las Vegas, o time inglês trouxe o preto como cor predominante, deixando o azul como coadjuvante.
A ideia é simples: com o carro mais escuro, os logotipos dos patrocinadores ganham mais destaque sob a iluminação artificial do circuito urbano. Essa alteração, porém, contrasta com as novas diretrizes da Fórmula 1 em relação a pinturas especiais, que buscam limitar mudanças muito drásticas nas cores principais dos carros, a fim de facilitar a identificação dos pilotos e das equipes pelos fãs e pela transmissão.
Além das equipes, também há homenagem individual no grid. Oscar Piastri, ainda na vice-liderança do campeonato a 24 pontos de Lando Norris e com apenas três corridas restantes em 2025, chega a Las Vegas precisando de uma grande reação para tentar virar o jogo contra o companheiro de McLaren.
Sabendo que não será tarefa fácil — especialmente em um circuito que não tem favorecido o desempenho da McLaren desde sua estreia —, o australiano decidiu ao menos marcar a etapa com um tributo pessoal. Piastri utilizará um capacete especial em referência às suas origens no automobilismo e ao seu primeiro título nacional, que completa 15 anos neste fim de semana.
Antes de brilhar nos monopostos, Piastri competiu e venceu um campeonato de carros de rádio-controle (RC) na Austrália, categoria de automodelismo que serviu como um dos primeiros passos de sua trajetória no esporte a motor. O desenho do capacete celebrará justamente essa fase inicial.

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