O ex-chefe da Red Bull Racing, Christian Horner, encerrou o processo por conduta imprópria movido por uma ex-funcionária da equipe. Após quase dois anos de disputas legais, as partes chegaram a um acordo extrajudicial, e o caso foi oficialmente arquivado pelo tribunal trabalhista do Reino Unido.
De acordo com o jornal holandês De Telegraaf, o valor da indenização — não divulgado oficialmente — estaria na faixa dos milhões de euros. A resolução põe fim aos vínculos de Horner com a Red Bull, de onde ele foi demitido em julho de 2025, após um acordo de rescisão contratual estimado entre US$ 70 e 100 milhões (cerca de R$ 370 a 530 milhões).
O julgamento estava previsto para janeiro de 2026, mas não será mais realizado após a formalização do acordo.
O caso
Em dezembro de 2023, uma ex-funcionária da Red Bull enviou uma carta à equipe relatando assédio sexual e comportamento controlador por parte de Horner. As acusações vieram a público em fevereiro de 2024, gerando uma forte repercussão internacional.
O britânico negou todas as acusações, e a Red Bull abriu uma investigação interna independente, que acabou inocentando o dirigente. Contudo, logo após a divulgação do resultado, mensagens de WhatsApp supostamente trocadas entre Horner e a funcionária vazaram para a imprensa e para dirigentes da F1, reacendendo o caso.
Horner alegou que as mensagens eram “anônimas e de fonte desconhecida”, classificando-as como especulativas. Uma segunda investigação também concluiu que não havia provas suficientes contra ele.
A ex-funcionária, que atualmente trabalha na Cadillac, chegou a ser suspensa e posteriormente desligada da Red Bull. Insatisfeita, decidiu levar o caso à Justiça trabalhista.
O processo correu sob sigilo judicial no Reino Unido devido a uma Reporting Restriction Order (ordem de restrição de imprensa) solicitada pela defesa de Horner em abril de 2024, que segue em vigor e impede a divulgação de detalhes do processo.
Com o encerramento do caso e o fim de seu contrato com a Red Bull, Horner estaria planejando um retorno à Fórmula 1, possivelmente como acionista ou dirigente em outra equipe — em um modelo semelhante ao de Toto Wolff na Mercedes.
Fontes do paddock indicam que Haas, Aston Martin e Williams já demonstraram abertura para conversas com o ex-dirigente, que comandou a Red Bull por quase duas décadas e foi um dos principais responsáveis pelo sucesso da equipe na era híbrida.
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