O GP de São Paulo de F1 foi marcado por emoções intensas para Gabriel Bortoleto, mas infelizmente terminou de forma amarga. O piloto da Sauber não escondeu a decepção após abandonar ainda na primeira volta da corrida principal, neste domingo (9), classificando o dia como “o mais triste da sua vida”.
O fim de semana do brasileiro começou a se complicar já no sábado (8), quando sofreu uma forte batida no final da sprint, que destruiu completamente o carro. A equipe suíça não conseguiu reparar os danos a tempo, e Bortoleto ficou fora da classificação. No domingo, sua estreia em casa durou apenas uma volta, após um toque com Lance Stroll logo no início da prova.
“É difícil, principalmente por ser em casa, diante da minha família e da torcida. Com certeza, este é o pior dia da minha vida. A gente sempre quer representar bem o país, mas faz parte do aprendizado. Vamos continuar trabalhando — a próxima será melhor”, desabafou Bortoleto em entrevista à TV Band.
Apesar do resultado amargo, o paulista destacou a emoção de correr pela primeira vez no Autódromo de Interlagos diante da torcida brasileira e agradeceu o carinho do público que o apoiou durante todo o fim de semana.
“Tem coisas positivas, claro. O apoio da torcida foi inacreditável, não sei nem como agradecer. Foi algo muito emocionante. Mesmo depois das batidas, ver todo mundo me apoiando foi especial. Isso muda a forma como eu vejo tudo e me dá mais força para continuar”, afirmou.
O piloto também reconheceu o peso emocional do momento:
“Estou muito triste, mais do que qualquer um, porque sinto isso na pele. Mas talvez, daqui a alguns anos, eu possa rir disso depois de um bom resultado aqui no Brasil. Tento ver dessa forma, como algo que vai me fortalecer.”
Bortoleto foi autocrítico ao analisar seu fim de semana, admitindo que poderia ter sido mais cauteloso na corrida sprint e que a batida no sábado acabou comprometendo todas as chances de pontuar no domingo.
“Sou muito exigente comigo mesmo. Talvez ontem eu tenha forçado demais uma ultrapassagem, lutando por uma posição que, no fim, não mudaria muita coisa. Se eu tivesse terminado atrás do Albon, teria feito a classificação e, quem sabe, brigado até por um top-10. Eu sabia que o carro estava bom e que tinha ritmo para chegar ao Q3”, explicou.
“Mas é isso. São erros que fazem parte do crescimento. Tento ver como um aprendizado para seguir em frente”, concluiu o piloto.
Mesmo com o fim de semana frustrante, Gabriel Bortoleto deixou Interlagos com o carinho da torcida e a certeza de que o apoio do público brasileiro será um combustível importante em sua jornada na Fórmula 1.
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