Bernie Ecclestone, o eterno “chefão” da F1, não poupou elogios a Gabriel Bortoleto ao projetar a temporada de 2026. O brasileiro, que parte para seu segundo ano no grid, agora defende as cores oficiais da Audi — que assume definitivamente a operação da antiga Sauber. Para o executivo britânico, Bortoleto possui o talento necessário para chegar ao topo do pódio mundial e deve ser observado de perto por todos os concorrentes.
Em entrevista ao portal sport.de, Ecclestone destacou que a entrada da Audi coincide com um momento de equilíbrio técnico devido ao novo regulamento, o que pode colocar a marca alemã em condições de igualdade com as gigantes tradicionais. Segundo ele, a Audi possui todos os elementos para um ano de estreia sólido e competitivo. Nesse cenário, Bernie acredita que o jovem brasileiro será um desafio constante para seu experiente companheiro de equipe, Nico Hülkenberg.
“Gabriel é muito rápido e um possível futuro campeão mundial. Ele será uma ameaça para Hülkenberg”, afirmou Ecclestone, reforçando a confiança no potencial do piloto de 21 anos.
Ao analisar quem deve dominar a nova era da F1, Ecclestone apontou a Mercedes como a equipe a ser batida, destacando que tanto o time de fábrica quanto as equipes clientes que utilizam seus motores têm grandes chances de sucesso. Sobre George Russell, o britânico ponderou que, embora o piloto tenha talento de sobra, ele ainda precisa provar que possui o “instinto assassino” necessário para sustentar uma disputa de título durante todo o calendário.
No entanto, o coração de Bernie parece torcer por uma reação italiana. Ele ressaltou que a Fórmula 1 ganharia muito em termos de audiência e prestígio se a Ferrari voltasse a ser campeã mundial. Além disso, não descartou um retorno triunfal de Lewis Hamilton ao topo, agora vestindo o macacão vermelho. Para Ecclestone, a busca de Hamilton pelo oitavo título seria a “grande história” do ano.
Apesar do otimismo com alguns nomes, Ecclestone manteve seu tom crítico em relação aos rumos técnicos da categoria. Ele ecoou as preocupações de Fernando Alonso, sugerindo que a F1 está se tornando um “campeonato de engenheiros” em vez de pilotos. Para Bernie, as novas regras, focadas em gestão de energia e restrições de pilotagem, não favorecem o estilo agressivo de nomes como Max Verstappen.
“Haverá confusão no início da temporada porque todos terão que reaprender a F1. É menos sobre corrida e mais sobre seguir regras: não faça isso, não faça aquilo. O perigo é perdermos os fãs ao nos aproximarmos demais do conceito da Fórmula E”, alertou o veterano.
Mesmo com as ressalvas técnicas, a visão de Ecclestone sobre o futuro de Gabriel Bortoleto serve como um selo de aprovação importante para o automobilismo brasileiro, que volta a sonhar com um título mundial após décadas de jejum.
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