O ex-piloto brasileiro de F1 Antônio Pizzonia, de 45 anos, foi preso no último sábado (10) no Condado de Montgomery, Texas (EUA), sob acusação de agressão com lesão corporal (Classe A). A detenção ocorreu durante a primeira etapa da categoria X30 Junior do Superkarts USA Winter Series, realizada no Speedsportz Racing Park, em New Caney.
Pizzonia acompanhava seu filho, Antônio Pizzonia Neto, de 13 anos, quando o jovem piloto se desentendeu com o pai de outro competidor. O ex-piloto se envolveu na confusão e, segundo vídeos que circularam nas redes sociais, desferiu uma “voadora” e um soco contra o homem. Após a intervenção policial, Pizzonia foi detido, mas pagou fiança e agora responderá ao processo em liberdade.
Em publicação no Instagram, o piloto quebrou o silêncio sobre o episódio e admitiu a agressão, mas justificou sua reação como instintiva para proteger o filho.
“Pessoal, estou bem. Estou em casa. De fato houve um episódio do qual, hoje, eu teria reagido de forma diferente. Entendi naquele momento que meu filho, uma criança, estava sendo coagido por um outro adulto e instintivamente o defendi. Obrigado a todos pelas mensagens de apoio”, escreveu Pizzonia.
No estado do Texas, a agressão com lesão corporal (Classe A), conforme o Artigo 22.01(a)(1) do Código Penal, ocorre quando uma pessoa causa dor ou lesão física a outra de forma intencional, consciente ou por negligência. A pena pode incluir até um ano de prisão em cadeia municipal, multa de até US$ 4.000 (cerca de R$ 21.500 na conversão do dia), ou ambas.
Esta não é a primeira vez que Pizzonia se envolve em polêmicas relacionadas a agressões. Em 2017, o piloto foi alvo de repercussão após vídeos mostrarem um desentendimento com sua então esposa, Bárbara Balbeque, em Manaus. Nas imagens, a blogueira aparecia com metade do corpo para fora de uma Mercedes, gritando por socorro.
Na época, Pizzonia negou qualquer agressão física e minimizou o episódio, classificando-o como uma “situaçãozinha normal, discussão de casal”. Ele afirmou que houve apenas uma discussão e que saiu com o carro de porta aberta.
Natural de Manaus, Pizzonia disputou 20 Grandes Prêmios na Fórmula 1 ao longo de três temporadas, representando Jaguar (2003) e Williams (2004 e 2005).
Sua estreia aconteceu no GP da Austrália de 2003, quando terminou em 13º lugar pela Jaguar. Seu melhor resultado naquele ano foi um nono lugar no GP da Áustria. Após dez etapas sem pontuar, deixou a equipe.
Em 2004, Pizzonia voltou à F1 pela Williams, substituindo Ralf Schumacher em quatro corridas e somando 6 pontos, com três sétimos lugares (Alemanha, Hungria e Itália). No ano seguinte, disputou mais cinco provas no final da temporada, conquistando outro sétimo lugar na Itália, mas não pontuou nas últimas quatro corridas. Sua despedida da categoria foi no GP da China de 2005, com um 13º lugar.
Pizzonia também teve uma breve passagem pela IndyCar e retornou ao Brasil em 2007 para competir na Stock Car, onde permaneceu até 2019, quando rompeu com a equipe Prati-Donaduzzi e não voltou ao grid em 2020. Antes da F1, o piloto foi campeão da Fórmula Vauxhall e da Fórmula Renault na Inglaterra.
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