A revolução técnica de 2026 na Fórmula 1 não mudará apenas a estética dos carros; mudará a forma como os pilotos os conduzem no limite. Esteban Ocon lançou um alerta sobre a nova realidade da categoria: o fim da aceleração total ininterrupta durante as sessões de qualificação.
Com o novo regulamento, as unidades de potência turbo híbridas tornam-se mais simples, mas muito mais dependentes da componente elétrica. Pela primeira vez, haverá uma paridade de 50/50 entre a potência do motor de combustão interna (V6) e o sistema elétrico (ERS). O problema? Sem o MGU-H (que recuperava energia dos gases de escape), a eletricidade torna-se um recurso escasso que precisa de ser gerido com pinças.
A técnica do “Lift and Coast” ao sábado Historicamente, a qualificação é o momento de “pé no fundo” e zero compromissos. Contudo, em 2026, os pilotos terão de praticar o lift and coast — retirar o pé do acelerador antes do ponto de travagem — para garantir que a bateria não se esgota antes de cruzarem a linha de meta.
Segundo Ocon, este “microgerenciamento” será a chave para o sucesso. “Nas voltas de qualificação, teremos de tirar o pé em certas zonas para poupar energia”, explicou o piloto, destacando que a gestão estratégica será tão importante quanto a velocidade pura. Se um piloto gastar toda a energia elétrica na primeira metade da volta, chegará à reta final com um défice de potência crítico, perdendo segundos preciosos.
Esta mudança promete tornar as sessões de sábado num jogo de xadrez a 300 km/h, onde a inteligência técnica do piloto será testada tanto quanto os seus reflexos.
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