Enquanto a temporada atual de Fórmula 1 se encerra, o trabalho na sede da Ferrari em Maranello está totalmente focado no carro de 2026, o chamado Projeto 678. Este novo monoposto é um complexo quebra-cabeça de engenharia, com o primeiro chassi já passando por rigorosos testes estáticos internos antes dos testes de colisão obrigatórios da FIA.
A Scuderia está promovendo uma mudança técnica radical. O carro de 2026 abandonará a suspensão pull-rod (adotada no SF-25 com resultados insatisfatórios) e retornará à suspensão push-rod tanto na dianteira quanto na traseira. Esta não é apenas uma volta aos métodos antigos; a Ferrari está incorporando um novo elemento crucial: o braço de direção será realocado para trás do braço inferior da suspensão.
Essa solução, que exige maior complexidade de instalação no chassi, é vista como um caminho promissor para o desenvolvimento aerodinâmico. O conceito já foi empregado com sucesso pela McLaren em seu MCL39 e também pela Mercedes no W16, e a Ferrari, sob a coordenação de Loic Serra, busca capitalizar sobre as vantagens aerodinâmicas que este arranjo oferece.
A adoção do push-rod traseiro é particularmente uma rejeição à versão introduzida no GP da Bélgica, que não trouxe o equilíbrio ideal esperado. Além das mudanças na suspensão, o projeto exigiu uma reformulação da caixa de câmbio para acomodar os componentes internos na parte superior, e não mais na inferior.
O Desafio do Peso nas Regras de 2026
Com o novo regulamento de 2026, a redução de peso é a missão mais crítica. Embora as regras prevejam carros menores, o aumento de 30 kg nas novas unidades de potência exige, na prática, uma redução de 60 kg no peso total para atingir o mínimo de 768 kg.
O foco da Ferrari está na pesquisa de materiais inovadores para equilibrar a necessidade de leveza com altos valores de rigidez de torção. A filosofia do 678 será de máxima eficiência aerodinâmica e baixa resistência ao ar (drag), o que será vital para compensar a limitação de energia elétrica (350 kW de potência do MGUK) e o uso de aerodinâmica ativa (asas móveis).
A aposta da Ferrari é em um carro integrado e que, mesmo sem soluções extremas, evite pontos fracos, garantindo consistência e competitividade frente aos novos e complexos desafios técnicos de 2026, que incluem o novo motor híbrido 50/50 e o combustível sintético.
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