Confesso que comecei a assistir o GP do Japão com a sensação de que iria dormir durante a corrida, mas até que aconteceu coisa demais para que eu fosse embalado por Morfeu.
E olha que isso não é exatamente comum quando falamos de Grande Prêmio de Suzuka (nos últimos anos têm sido difícil não dormir).
Aliás, já vou avisando: vou dividir essa análise em mais de um texto. Até porque, se eu colocar tudo aqui, vira um daqueles textos longos que a geração Z não lê.
Então hoje vamos focar na corrida em si.
Suzuka… com alguma emoção? Tivemos.
Nos últimos anos, Suzuka virou quase um desfile técnico.
Poucas ultrapassagens, corridas mais travadas, muita dependência de estratégia e posição de pista.
Mas… 2026 deu uma leve quebrada nesse padrão.
Não foi nenhuma loucura como Austrália ou China, mas tivemos sim algumas trocas de posição interessantes.
Ainda tímido? Sim. Mas já foi um avanço.
O susto de Bearman
Um dos momentos mais tensos da corrida foi a batida de Oliver Bearman.
Impacto forte, daqueles que fazem todo mundo prender a respiração por alguns segundos.
Felizmente, ele saiu bem.
Mas é o tipo de incidente que merece uma análise mais cuidadosa — e eu vou falar disso em outro texto, porque tem muita coisa ali para discutir com calma.
Verstappen: problema além da pista
Outro assunto que também vai render um texto à parte é Max Verstappen. Mas já dá pra adiantar uma coisa: Ele tem sido mais comentado pelo que fala fora da pista… do que pelo que entrega dentro dela.
E não, o problema não é o talento dele — isso está fora de discussão.
O problema é o conjunto.
Carro, equipe, adaptação ao novo regulamento… nada parece encaixar.
E o mais curioso: mesmo terminando à frente do companheiro, a sensação é de que o outro lado da garagem está mais confortável com esse carro.
É um cenário estranho para quem dominou a era anterior.
Um final de corrida digno
As voltas finais foram bem legais.
Lewis Hamilton, Charles Leclerc, George Russell e Lando Norris resolveram fazer uma disputa direta pelo terceiro lugar no pódio.
Apesar de sabermos que nem toda ultrapassagem nesse novo regulamento é 100% real (digo em relação ao uso da bateria), deu para perceber que o vitorioso da disputa teve uma boa leitura de corrida.
Leclerc ficou com um justo terceiro lugar, tendo brigas diretas com Russel e Hamilton, que por sua vez dificultou bastante e forçou o piloto de Mônaco a realizar a mais bela ultrapassagem da prova. Já o inglês amargou a sexta posição ao final da prova.
Antonelli: o garoto não está para brincadeira
E precisamos falar de Kimi Antonelli (tenho gostado de usar essa frase).
Mais um fim de semana forte.
Mais um recorde na conta.
E, talvez mais importante que isso: duas corridas seguidas em alto nível.
O suficiente para começar a gerar um certo desconforto em George Russell.
Ainda não é crise interna… mas já é aquele tipo de pressão silenciosa que cresce corrida após corrida.
McLaren: temos uma nova força no campeonato?
Outro ponto interessante: o crescimento da McLaren.
A equipe claramente deu um passo à frente. E começa a se posicionar como uma força real na temporada. Talvez ainda não no nível de dominar… mas o suficiente para atrapalhar — e muito — a vida de Mercedes e Ferrari.
Resumo da ópera
Suzuka não virou uma corrida caótica. Mas também passou longe de ser aquela corrida chata na madrugada que a gente se acostumou a ver.
Teve disputa.
Teve história.
Teve assunto.
E, como teve assunto!
Porque essa temporada 2026 está com cara de que não vai se explicar em um único texto.
Ainda bem.
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