A temporada de 2025 da Fórmula 1 ganhou ares dramáticos após o recesso de verão. Depois do GP da Holanda, o cenário do campeonato parecia quase definido, com o líder Oscar Piastri ostentando uma confortável vantagem de 104 pontos sobre Max Verstappen, o terceiro colocado. No entanto, o tetracampeão neerlandês da Red Bull orquestrou uma das “remontadas” mais significativas da história recente, diminuindo a diferença para apenas 40 pontos.
Mas o que a trajetória de Verstappen nos diz sobre suas chances de título? A história da F1 está repleta de reviravoltas surpreendentes que servem de precedente para a disputa atual:
Precedentes Históricos de Grandes Viradas
1979 – Alan Jones e a Onda Williams: Na era do efeito-solo, a Ferrari parecia dominante. Contudo, Alan Jones, que havia marcado apenas quatro pontos na primeira metade da temporada, ressurgiu com o novo Williams FW07. De um déficit de 25 pontos e sendo o 13º colocado na metade do ano, Jones conquistou vitórias consecutivas, fechando a diferença para 10 pontos em poucas corridas, antes que as regras de descarte o tirassem da disputa final.
1991 – A Ameaça de Mansell a Senna: Após Ayrton Senna ter um início de temporada avassalador, vencendo as quatro primeiras corridas, Nigel Mansell, da Williams, encontrou o ritmo com o FW14 projetado por Adrian Newey. Saindo de um déficit de 33 pontos, Mansell reduziu a diferença para apenas 8 pontos, graças a um carro mais rápido e a uma sequência de vitórias. Apesar da pressão, Senna conseguiu segurar o ímpeto do britânico e garantiu o título.
2000 – A Resposta de Schumacher ao Abandono: Michael Schumacher dominava o campeonato até o meio do ano, mas três abandonos consecutivos devido a falhas mecânicas e acidentes permitiram que Mika Häkkinen, da McLaren, assumisse a liderança do campeonato por seis pontos. O alemão, porém, reagiu de forma implacável, vencendo as últimas quatro corridas para garantir o título para a Ferrari após anos de espera.
2006 – Schumacher Esmaga a Vantagem de Alonso: Fernando Alonso, da Renault, iniciou a temporada com grande consistência, chegando a ter 25 pontos de vantagem na metade do campeonato. Michael Schumacher, em seu último ano antes da primeira aposentadoria, reagiu com uma série de cinco vitórias em sete corridas, empatando a pontuação. Infelizmente, uma falha de motor em Suzuka frustrou o oitavo título do alemão, que viu Alonso vencer e assegurar a taça.
2012 – O Sprint Final de Vettel: A consistência de Fernando Alonso o colocou com 39 pontos de vantagem na liderança do campeonato no GP da Itália. Apesar de o Ferrari F2012 ser inferior ao Red Bull RB8 de Sebastian Vettel, o espanhol manteve a liderança. Vettel, contudo, fez um sprint final espetacular, conquistando quatro vitórias consecutivas. Com um carro mais rápido, ele virou o jogo e garantiu o tricampeonato mundial na última corrida, em Interlagos, em uma das finais mais memoráveis da história.
A situação de Verstappen em 2025, onde ele tem um carro que demonstra potencial para superar o de seu rival na fase final do campeonato, assemelha-se à virada de Vettel em 2012. O desafio do tetracampeão neerlandês é manter o domínio e a confiabilidade para completar a reviravolta e alcançar o seu pentacampeonato.
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