O patrocínio de Joshua Dürksen na Fórmula 2 passou a ser cercado de incertezas após o Banco Central do Paraguai (BCP) anunciar, na terça-feira (3), um processo de resolução do Ueno Bank, apoiador do piloto desde 2024. A medida decorre de insuficiência no índice de solvência da instituição, mas os representantes do paraguaio afirmam que os planos esportivos permanecem inalterados.
Até o momento, não há confirmação pública de cancelamento do patrocínio, interrupção dos pagamentos ou rescisão contratual envolvendo Dürksen. A equipe responsável pela carreira do piloto busca orientação jurídica para avaliar a situação.
Conforme as informações reproduzidas pela reportagem, a decisão do Conselho Diretor do BCP foi unânime e ocorreu na segunda-feira (2). O órgão apontou que o índice de solvência do banco havia caído para menos de 50% do mínimo exigido.
Dürksen mantém programação com Invicta e Hitech
Apesar da indefinição comercial, os representantes de Dürksen mantêm o planejamento de concluir a temporada 2026 com a Invicta e participar da pós-temporada com a Hitech, equipe para a qual está prevista sua mudança em 2027.
“Não temos comentários a fazer sobre a situação. Estamos buscando orientação com nossas equipes interna e jurídica para saber quais medidas tomar. O que podemos confirmar é que não há mudanças nos planos esportivos. Pretendemos terminar o ano com a Invicta e realizar a pós-temporada com a Hitech, conforme o previsto”, afirmaram ao portal Grande Prêmio.
O paraguaio ocupa a oitava posição no Campeonato de Pilotos, com 90 pontos e quatro vitórias em 12 etapas disputadas.
Banco acompanha trajetória do piloto desde 2024
A parceria entre Ueno Bank e Joshua Dürksen foi anunciada em janeiro de 2024, para apoiar a estreia do piloto na F2 pela AIX Racing.
O vínculo acompanhou sua permanência na categoria em 2025 e a chegada à Invicta em 2026. Ao longo dessas três temporadas, Dürksen acumula oito vitórias e 16 pódios.
Entre os resultados de destaque está a dobradinha em Monza, onde venceu as duas corridas da etapa de 2026. O banco celebrou publicamente o triunfo na sprint em uma comunicação divulgada em setembro, na qual também destacou o apoio ao piloto de rali Diego Domínguez.
Crise repercute em outros patrocínios esportivos
A situação do banco já provocou movimentações em outros contratos no esporte paraguaio. Segundo a reportagem, a Associação Paraguaia de Futebol (APF) retirou a marca de suas publicações e removeu a publicidade da instituição do Estádio Defensores del Chaco na quarta-feira (4).
O acordo havia sido firmado em 2023, com vigência prevista até agosto de 2027. Sua situação contratual passou a ser analisada após o procedimento iniciado pelo Banco Central.
No Rali do Paraguai, que também tinha patrocínio previsto até 2027, o CEO César Marsal indicou que a organização não espera manter a parceria diante da perspectiva de inadimplência.
“Não poderemos continuar com esse patrocinador porque os pagamentos deixarão de ser cumpridos”, declarou, em fala reproduzida pela imprensa paraguaia.
Esses desdobramentos, porém, não confirmam consequências equivalentes para Dürksen. Cada contrato possui condições próprias e, no caso do piloto da F2, a continuidade do apoio financeiro ainda não teve uma definição pública.
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