Liam Lawson voltou a defender a Red Bull no GP da Holanda de 2026 e aproveitou a oportunidade para reforçar que acredita que sua curta passagem pela equipe em 2025 poderia ter tido outro desfecho. O neozelandês substituiu Isack Hadjar, lesionado, e teve desempenho competitivo em Zandvoort, chegando ao Q3 e classificando-se em oitavo.
Lawson ganha nova oportunidade na Red Bull
A convocação aconteceu em circunstâncias inesperadas. Com Hadjar afastado por uma lesão no punho, a Red Bull escolheu Lawson para assumir o RB22, enquanto Yuki Tsunoda retornou à Racing Bulls.
A decisão levou em conta a experiência do neozelandês e seu conhecimento dos atuais carros da Fórmula 1, tornando-o uma alternativa mais imediata do que Arvid Lindblad.
O retorno também ganhou um significado especial para Lawson. Em 2025, ele havia sido promovido à Red Bull, mas disputou apenas duas corridas antes de ser substituído por Tsunoda.
Um contraste enorme com 2025
Em sua primeira passagem pela equipe, Lawson enfrentou um RB21 considerado difícil de pilotar, além de chegar a circuitos que ainda não conhecia na Fórmula 1.
O resultado foi uma sequência complicada. O neozelandês classificou-se em 20º na Austrália e 18º na China, desempenho que contribuiu para sua saída precoce da Red Bull.
Em Zandvoort, porém, o cenário foi diferente. Lawson avançou sem grandes dificuldades ao Q3 e marcou 1min11s733, suficiente para a oitava posição.
Mais importante do que a posição no grid foi a diferença para Max Verstappen. Lawson ficou apenas cerca de um décimo atrás do tricampeão na classificação, mesmo com a Red Bull enfrentando dificuldades de desempenho no circuito holandês.
O carro de 2026 mudou o cenário
Lawson também destacou que o RB22 é muito diferente do RB21 que pilotou no início de 2025.
Segundo o neozelandês, praticamente tudo mudou além da unidade de potência: comportamento dinâmico, equilíbrio nas curvas e aderência em alta velocidade.
A diferença é especialmente importante porque o antigo carro exigia que o piloto operasse constantemente em uma janela extremamente estreita para conseguir desempenho. O modelo de 2026, segundo Lawson, oferece uma resposta mais previsível.
Lawson acredita que precisava de mais tempo
O piloto também voltou a contestar a interpretação de que sua passagem pela Red Bull fracassou principalmente por falta de confiança.
Para Lawson, o problema estava muito mais relacionado ao tempo reduzido para adaptação. Ele esperava permanecer por mais tempo no carro e trabalhar gradualmente para entender as características do equipamento.
Além disso, sua experiência na Fórmula 1 aumentou consideravelmente desde então. Ao retornar à Red Bull, Lawson já acumulava mais conhecimento de corridas, circuitos e preparação para fins de semana de competição.
“Sempre soube” que poderia ser diferente
O desempenho em Zandvoort serviu como uma espécie de resposta dentro da pista para uma discussão que acompanha Lawson desde 2025.
Questionado sobre a importância de ficar tão próximo de Verstappen, o neozelandês afirmou que sempre acreditou que circunstâncias diferentes poderiam ter produzido um resultado diferente.
“É algo que eu sempre soube: que, em circunstâncias diferentes, as coisas teriam sido diferentes. Mas talvez vocês e o mundo agora também possam ver isso”, afirmou Lawson.
A declaração resume o momento do piloto: mais experiente, mais adaptado à Fórmula 1 e agora diante de um carro que considera mais previsível.
O contexto histórico pesa na avaliação
A trajetória de Lawson na Red Bull é um exemplo de como contexto e equipamento podem alterar completamente a avaliação sobre um piloto.
Sua primeira oportunidade aconteceu justamente em um momento de forte pressão dentro da equipe e com um carro de comportamento particularmente exigente. A comparação direta com Verstappen também aumentou a dificuldade da missão.
Em 2026, a situação é diferente. Lawson chega com mais experiência e encontra uma geração de carros que, segundo sua própria avaliação, oferece uma plataforma de pilotagem mais previsível.
O desempenho em Zandvoort, portanto, não apaga o que aconteceu em 2025, mas acrescenta uma variável importante à análise sobre o potencial do neozelandês na Fórmula 1.
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