Pato O’Ward criticou a McLaren após terminar o GP de St. Louis na 11ª colocação, no último domingo (7), em Gateway, porque entende que a equipe não tem carro para brigar por vitórias em 2026 e ainda sofre com pit-stops ruins e limitações do pacote aerodinâmico adotado pela Indy no oval de Illinois. O desabafo veio depois de mais uma corrida discreta do mexicano em uma temporada abaixo do esperado.
O’Ward vê McLaren longe da briga na Indy 2026
O piloto do carro #5 até colocou a McLaren em nono no grid, mas não conseguiu transformar a posição de largada em avanço consistente na corrida.
Em St. Louis, O’Ward tentou uma estratégia alternativa e chegou a aparecer mais à frente em alguns momentos, mas o plano não se sustentou até o fim. O resultado manteve o tom de frustração de uma campanha que ainda não engrenou.
“Tem sido um ano muito desafiador. Onde quer que tenhamos sido bons no passado, por algum motivo em 2026 ficamos para trás. Sem condições de brigar em nenhum circuito. Há muitas outras coisas além de apenas sofrer um pouco com o desempenho na pista”, declarou Pato O’Ward ao portal estadunidense Frontstrech.
Pit-stops viram alvo de crítica
O mexicano também apontou os boxes como um dos principais problemas da McLaren neste início de campeonato. Segundo ele, a equipe perdeu competitividade justamente em uma área decisiva para o resultado final.
“Este ano nós demos um passo atrás no desempenho dos pit-stops. Há muitas coisas que se somam para conseguir um resultado bom e sólido, e é meio desanimador lutar quando a disputa fica acirrada e, ao entrar nos boxes, você continua perdendo três, quatro posições toda vez. Então, fica impossível avançar e brigar na frente”, afirmou.
Pacote de Gateway também entrou na conta
Além das críticas à equipe, O’Ward mostrou incômodo com a configuração técnica levada pela Indy para a etapa de Gateway. O pacote usado em 2026 teve menos potência e menos downforce em comparação com o do ano passado.
Na visão do mexicano, a categoria precisa encontrar um equilíbrio melhor entre segurança, durabilidade dos pneus e qualidade do espetáculo nas corridas em ovais.
“O pacote aerodinâmico escolhido para este fim de semana definitivamente não foi o correto comparado ao ano passado, por exemplo, quando tínhamos mais potência e mais pressão aerodinâmica”, disse O’Ward.
Mexicano cobra equilíbrio entre pneus e espetáculo
O piloto também associou a mudança a uma preocupação da categoria com os pneus, mas defendeu que a solução não pode comprometer o nível da disputa.
“Acredito que seja uma questão de pneus. Se estão estourando com o outro pacote, realmente acho que é este o que precisamos usar para que isso não aconteça, mas precisamos encontrar um bom equilíbrio com os nossos parceiros da Firestone e com a Indy para garantir que o espetáculo da corrida seja bom, mas precisamos ter algo que aguente”, completou O’Ward.
Estratégia não salvou corrida em St. Louis
No fim, a tentativa de mudar a abordagem estratégica também não trouxe ganho real. O’Ward admitiu resignação com o desfecho da prova.
“Nós simplesmente não íamos conseguir atingir a meta [de consumo de combustível] e terminamos onde tínhamos de terminar. Nem me importo mais a essa altura”, afirmou.
Fase contrasta com histórico recente da equipe
A crítica ganha peso porque a McLaren vinha se consolidando nas últimas temporadas como uma das forças regulares da Indy, especialmente com O’Ward como principal nome do projeto.
Por isso, o discurso do mexicano expõe mais do que frustração pontual com St. Louis. Mostra um piloto que sente a equipe menos competitiva em ritmo, execução de corrida e operações de box, três pilares fundamentais em provas de oval.
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