Gabriel Bortoleto afirmou após o GP de Miami que os problemas de confiabilidade da Audi na Fórmula 1 2026 têm relação direta com o fato de a marca ser uma nova fabricante de motores e contar com apenas dois carros no grid. O brasileiro terminou a corrida em 12º, mesmo largando em último por uma falha no motor, e destacou que a equipe ainda atravessa um processo natural de adaptação ao novo regulamento técnico.
Audi vive fim de semana turbulento em Miami
A etapa norte-americana foi marcada por uma sequência de contratempos para a Audi. Bortoleto quase ficou fora da classificação por causa de um problema no motor e precisou largar da última posição.
Ainda assim, completou a corrida em 12º, resultado valorizado internamente pela equipe diante do cenário de instabilidade.
Do outro lado da garagem, Nico Hülkenberg viveu o caminho inverso: classificou-se em 11º, mas abandonou a prova por quebra.
Hülkenberg teve incêndio antes da sprint
O alemão também sofreu um susto antes da largada da sprint, quando o motor pegou fogo. Segundo o diretor de corridas da Audi, Allan McNish, o incêndio foi causado por um vazamento de fluido que atingiu o escapamento.
Para Bortoleto, o ponto mais importante é que os problemas não têm se repetido da mesma forma, o que mostra um processo amplo de aprendizado e diagnóstico.
“Acho que não tivemos um único problema semelhante”, comentou o brasileiro.
Dois carros geram menos dados e atrasam aprendizado
Bortoleto comparou a situação da Audi com fabricantes que têm mais carros equipados com seus motores. A Mercedes, por exemplo, fornece unidades de potência para a equipe de fábrica, Williams, McLaren e Alpine, totalizando oito carros coletando dados.
A Red Bull também desenvolveu sua própria unidade de potência para 2026 e equipa, além da equipe principal, os carros da Racing Bulls.
Já a Audi, assim como a Honda, trabalha com apenas dois carros, o que limita a quantidade de informações disponíveis em treinos, classificações e corridas.
“Coisas do tipo vão acontecer. Somos uma nova fabricante de motores. Temos apenas dois carros. Há equipes que possuem oito carros com uma única unidade de potência”, explicou.
Bortoleto vê falhas diferentes como parte da adaptação
O brasileiro ressaltou que a sequência de problemas não segue um padrão único. Para ele, isso faz parte de um ciclo de aprendizado típico de uma nova fabricante em um regulamento recém-introduzido.
“Para ser sincero, tivemos muitos neste fim de semana, mas nenhum foi igual”, disse.
“Será assim até que todos se adaptem aos novos regulamentos”, completou.
Nova era de motores amplia peso da confiabilidade
A F1 2026 marca uma virada importante no regulamento de unidades de potência, com maior complexidade energética e novas exigências de integração entre chassi, motor e sistemas híbridos.
Historicamente, fabricantes novas ou em início de ciclo tendem a sofrer mais no começo. A própria era híbrida iniciada em 2014 mostrou que confiabilidade e volume de dados podem ser tão decisivos quanto potência bruta.
Para a Audi, o desafio é acelerar esse aprendizado com menos quilometragem comparativa. Para Bortoleto, a resposta passa por paciência, método e evolução contínua.
“Precisamos apenas ter paciência. E quando estiver consertado, tenho certeza de que será bom”, concluiu.
🔗 Junte-se à nossa comunidade!
👉 Entre no nosso grupo no WhatsApp para receber novidades, trocar ideias e ficar por dentro de tudo em tempo real.
📺 E não esqueça de se inscrever no nosso canal no YouTube para vídeos exclusivos, curiosidades e muito mais!
