Alex Palou liderou o primeiro treino livre do GP de Indianápolis, realizado nesta sexta-feira no circuito misto do Indianapolis Motor Speedway, ao marcar 1min10s0904 com o carro #10 da Chip Ganassi Racing. O espanhol abriu o fim de semana na frente porque voltou a mostrar forte desempenho em pista mista, justamente no palco onde venceu as últimas três edições da prova.
Início de fim de semana com roteiro conhecido
A sessão começou em condições limpas e temperaturas mais amenas, cenário que favoreceu simulações consistentes desde os primeiros minutos. E, mais uma vez, o nome no topo da tabela foi o de Palou, hoje a principal referência técnica da categoria em circuitos mistos.
O domínio não apareceu apenas no giro final com pneus alternativos. Antes disso, o piloto da Ganassi já havia imposto vantagem expressiva com os compostos primários, mostrando bom equilíbrio do carro nas duas fases do treino.
Rahal e Kirkwood aparecem como principais perseguidores
O segundo melhor tempo ficou com Graham Rahal, da Rahal Letterman Lanigan Racing, com 1min10s1979, seguido por Kyle Kirkwood, da Andretti Global, com 1min10s2146. O top-5 ainda teve Felix Rosenqvist e David Malukas, ambos competitivos nas simulações finais.
A sessão também trouxe bom sinal para a Andretti, que chegou a liderar parte do treino com Marcus Ericsson e viu Kirkwood andar entre os ponteiros. Ainda assim, a diferença de Palou sobre os rivais mais diretos reforçou sua força no traçado de Indianápolis.
Compostos da Firestone chamam atenção
Um dos pontos técnicos mais relevantes do treino foi a diferença pequena entre os pneus primários e alternativos da Firestone. O melhor tempo de Palou com o composto mais macio foi apenas 0s1792 superior ao registrado com o pneu principal, além de indicar durabilidade competitiva.
Esse comportamento já havia sido observado em Barber Motorsports Park e pode influenciar diretamente a estratégia do fim de semana. Com menor degradação e ganho de tempo menos acentuado, a escolha do composto passa a depender ainda mais de posição de pista e janela de uso.
Palou transforma consistência em vantagem técnica
O desempenho desta sexta não surge por acaso. Palou construiu sua fase dominante na IndyCar com base em leitura precisa de pista, execução limpa e capacidade de extrair performance em diferentes condições, algo que se repete no misto do IMS.
Vencedor das últimas três edições do Indy GP, o espanhol chega a 2026 com o histórico recente a seu favor e com uma equipe que tradicionalmente acerta rápido o carro em fins de semana de pista mista. Isso aumenta o peso de sua liderança logo no primeiro treino.
Malukas também ganha destaque com a Penske
Entre os destaques da sessão esteve David Malukas, que colocou o carro #12 da Team Penske em quinto lugar, com 1min10s3773. O resultado dá sequência a um início de fim de semana positivo para o time, que já chamou atenção pela pintura retrô em homenagem a Will Power.
Embora a Penske ainda não tenha mostrado ritmo suficiente para desafiar diretamente a Ganassi, a presença de Malukas entre os cinco primeiros sugere margem de evolução para a classificação e para a corrida.
O que o treino indica para a sequência do GP
O primeiro treino deixa uma mensagem clara: Alex Palou continua sendo o piloto a ser batido no GP de Indianápolis. Mais do que liderar a folha de tempos, ele mostrou competitividade com diferentes compostos e controle sobre os momentos decisivos da sessão.
Em um campeonato no qual detalhes estratégicos fazem diferença, começar na frente em um circuito onde já existe domínio recente pode ser decisivo. E, por enquanto, o cenário segue familiar para o paddock: quando a IndyCar vai a Indianápolis, Palou aparece primeiro na fila.
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