A polêmica em torno da taxa de compressão dos novos motores da F1 ganhou um novo capítulo. De acordo com o portal alemão Motorsport-Magazin.com, a mudança na forma de aferição da medida, que passaria a ser realizada em duas condições distintas, pode ter sido antecipada de agosto para junho, representando uma vitória para o grupo de fabricantes que pressionava por uma revisão mais rápida do regulamento.
O regulamento das unidades de potência de 2026 estabelece uma taxa de compressão máxima de 16:1, abaixo dos 18:1 permitidos na temporada anterior. Historicamente, essa medição sempre foi feita com o motor desligado e em temperatura ambiente, sem considerar a expansão dos materiais quando o propulsor está em pleno funcionamento e aquecido.
O problema, segundo um grupo de fabricantes liderado pela Audi e que conta com Ferrari, Honda e Red Bull, é que essa metodologia de teste estático abre margem para que uma equipe desenvolva um motor que, na prática, opere com uma taxa de compressão muito superior à permitida — próxima dos 18:1 — sem que isso seja detectado na verificação técnica convencional. A suspeita recai sobre a Mercedes, que, segundo os concorrentes, poderia se beneficiar dessa brecha para obter uma vantagem significativa de potência em pista.
Para fechar essa janela regulatória, a solução discutida é realizar a medição em dois momentos: um com o motor frio, em temperatura ambiente, e outro com o propulsor já aquecido e em funcionamento. Segundo o Motorsport-Magazin.com, essa dupla verificação havia sido aprovada para entrar em vigor no dia 1º de agosto. No entanto, o grupo de fabricantes dissidentes teria conseguido pressionar pela antecipação da medida para 1º de junho, dois meses antes do prazo original.
A publicação alemã ainda aponta que, a partir de 2027, a aferição da taxa de compressão passaria a ser feita exclusivamente com o motor quente, eliminando de vez a possibilidade de interpretações dúbias do regulamento. Caso confirmado, o cenário representa uma vitória clara para o bloco liderado pela Audi na disputa técnica e regulatória que marca o início da nova era da Fórmula 1.
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